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Holanda registra segundo caso de mal da vaca louca em humanos

Quinta, 22 de junho de 2006, 11h04


Um segundo caso do mal da vaca louca em humanos foi diagnosticado na Holanda, após a morte de uma mulher por causa da doença, no ano passado, informaram autoridades de saúde holandesas na quinta-feira.

O Instituto Holandês para a Saúde e o Meio Ambiente (RIVM, na sigla em holandês) não revelou nenhum detalhe adicional para proteger a privacidade do paciente. O RIVM disse, em um comunicado, que a pessoa deve ter se infectado provavelmente em decorrência da ingestão de produtos de carne contaminados.

Uma holandesa de 26 anos, que foi diagnosticada com a variante de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), doença que afeta o cérebro e é a forma humana da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), morreu em maio de 2005.

Mais de 150 casos da vDCJ foram registrados em todo o mundo, principalmente na Grã-Bretanha, mas também na França, Irlanda, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos.

A doença é fatal e incurável. Acredita-se que ela seja causada pela ingestão de comida contaminada com tecido de gado com EEB, uma doença neurológica degenerativa.

A Holanda impôs restrições mais estritas para a doação de sangue por causa dos temores relativos ao contágio da DCJ.

O mal da vaca louca começou na Grã-Bretanha, nos anos 1980, e levou ao abate de milhões de cabeças de gado. A Holanda é um dos maiores exportadores de carne e laticínios do mundo e seu setor de criação foi submetido a uma grande intensificação nos últimos anos, com a maioria dos animais sendo criados em fazendas especializadas.

O país sofreu uma série de crises de doenças veterinárias na década passada, incluindo a febre suína, a febre aftosa e a gripe aviária, levando ao sacrifício de milhões de animais.

Reuters
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Terra - Brasil
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