"O povo japonês simplesmente não está fazendo sexo", disse o dr. Kunio Kitamura, diretor da associação, ao jornal Japan Times.
"Se subsídios e programas de bem-estar são importantes, a falta de atividade sexual também é uma questão primordial nesse problema", acrescentou.
A taxa de fertilidade japonesa - o número médio de filhos que uma mulher tem durante a vida - teve a maior queda da história no ano passado, para 1,25. Demógrafos dizem que uma média de 2,1 é necessária para impedir que a população decline.
O Japão ficou em último lugar, entre 41 países, em uma pesquisa realizada no ano passado pela fabricante de preservativos Durex. Segundo a pesquisa, os japoneses têm apenas 45 relações sexuais por ano, em comparação com a média global de 103 vezes por ano.
Kitamura disse que muitos homens no Japão simplesmente chegam muito "estressados" do trabalho para terem energia para o sexo.
No estudo da associação, 44% das pessoas que disseram que não estavam fazendo muito sexo achavam que ter um relacionamento com o sexo oposto era "muito cansativo" ou "cansativo".
O conselho de Kitamura? Os casais deveriam conversar. "Em última análise, são essas interações com o sexo oposto que nos trazem nosso inevitável instinto animal - a reprodução", afirmou ele.
Reuters