A emenda, proposta pelos senadores republicanos Jon Kyl (Arizona) e John Cornyn (Texas), exclui imigrantes ilegais que tenham sido condenados por um delito grave ou por três delitos menores.
A medida permitirá exceções para casos excepcionais, ainda a serem determinados, e para aqueles que desconheciam que havia uma ordem de deportação contra si, segundo fontes legislativas.
A emenda, uma de mais de dez que o Senado votará antes do fim de mês, conta com o apoio da minoria democrata.
O senador democrata Edward Kennedy explicou que apoiou a medida porque, dessa forma, será eliminado dos EUA o "elemento criminoso" que possa supor uma ameaça para a segurança nacional.
Alguns senadores republicanos, que se mostram reticentes a um eventual programa de legalização - temporário ou permanente -, indicaram que insistirão em apresentar emendas para fechar o cerco à imigração ilegal.
Uma emenda proposta pelo senador republicano Jeff Sessions, por exemplo, autoriza a construção de uma cerca em vários trechos da fronteira com o México, como está previsto no projeto de lei que a Câmara de Representantes aprovou em dezembro passado.
Na terça-feira, o Senado rejeitou uma emenda do senador democrata Byron Dorgan que eliminaria um programa de trabalhadores temporários, um elemento-chave da reforma migratória que a Casa Branca solicitou com insistência.
O Senado também rejeitou uma emenda do republicano Johnny Isakson (Geórgia) que vincularia esse programa de trabalho ao reforço da segurança fronteiriça.
A Casa Branca disse que apóia uma reforma migratória integral que inclua mais vigilância na fronteira, sanções a empresas que contratem imigrantes ilegais, uma via para a legalização de boa parte dos imigrantes clandestinos, e um programa de trabalhadores temporários.
EFE