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Húngaros decidem fazer parte da União Européia

Sábado, 12 de abril de 2003, 23h10


Os húngaros decidiram hoje fazer parte da União Européia. Após as primeiras eleições democráticas em dez anos, eles já tinham dito que queriam integrar a comunidade e deram hoje o passo definitivo para ver seu desejo realizado por meio de um referendo, embora menos da metade dos eleitores tenha ido às urnas.

Mais de três milhões de húngaros votaram pelo "sim", equivalente a 83,76% dos votos emitidos, contra 16,24%, correspondentes a cerca de 580 mil votos, de acordo com a apuração de 99,18 por cento das cédulas depositadas.

Estes três milhões superam em um milhão o número necessário para que a consulta vinculatória seja considerada válida.

O chefe de Governo Peter Medgyessy afirmou, depois de conhecer o resultado, que "com estes votos o povo nos autorizou a assinar em Atenas no próximo dia 16 de abril o Tratado de Adesão à UE".

"Agora, podemos dizer que somos um país moderno e democrático, porque nos comportamos como os europeus, com este voto que nos leva à UE", apontou.

Neste sentido, garantiu que "se cumpre o desejo de nossos pais e avós, que sonhavam em voltar para a Europa. O povo marcou o rumo desta nave, que é a Hungria, que já se dirige com segurança para o porto final, a Europa. Tivemos ventos que enfrentamos. Nossas feridas sofridas nas décadas anteriores vão se curar com nossa entrada na UE".

O chefe de Estado, Ferenc Madl, frisou que "devemos aproveitar esta oportunidade histórica que significa a integração na Europa, da qual sempre quisemos ser membros".

Entre os três países candidatos que fizeram o plebiscito para a entrada na UE, a participação mais baixa até agora foi registrada na Hungria.

Em Malta, a participação foi a mais significativa, com 91% dos cidadãos com direito a voto indo às urnas. Destes, 53% se pronunciaram a favor da adesão ao bloco europeu. Na Eslovênia, em 23 de março, 60,29% dos eleitores foram votar e, destes, 89,61% aprovaram a entrada na UE.

No referendo anterior realizado na Hungria, em 1997, para a entrada na Otan, 49,24% dos cidadãos participaram. Já as últimas eleições parlamentares contaram com o voto de 70,5% dos eleitores.

A campanha que se desenvolveu desde fevereiro foi palco dos confrontos entre partidos políticos. Os de direita insistiam em lembrar que "se deve informar também sobre as desvantagens e não apenas as vantagens", insinuando assim que a entrada na UE vai exigir muitos esforços dos cidadãos.

Já as forças políticas governamentais da coalizão socialista-liberal defenderam que "a única alternativa possível da Hungria é entrar na União Européia, o que nos garantirá o desenvolvimento nos próximos anos".

EFE
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Terra - Brasil
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