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Violência em São Paulo põe o Rio em alerta máximo

Segunda, 15 de maio de 2006, 03h00


O sistema carcerário do Estado do Rio está em alerta. Presídios e batalhões da Polícia Militar, em especial os que cuidam da segurança nas vias expressas como Avenida Brasil e Linha Vermelha, estão de sobreaviso para conter possível onda de rebeliões no estado.

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"A situação é preocupante e não é de agora. A cautela tem que ser constante. Se sentirem qualquer fragilidade, eles (os bandidos) se fortalecem", afirma o secretário interino de Administração Penitenciária, Aldiney Peixoto. Segundo ele, o efetivo de policiais nos presídios foi reforçado desde o início dos ataques no estado de São Paulo, sexta-feira.

O secretário garante que providências estão sendo tomadas pelas autoridades para evitar a onda de violência produzida por bandidos ligados ao paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). No entanto, reconhece a fragilidade do sistema, principalmente no Complexo Penitenciário de Bangu, onde estão os líderes do Comando Vermelho, braço-direito no Rio da facção paulista.

"Não podemos bloquear completamente a comunicação via celular e radiocomunicador na área, pois os moradores seriam afetados", diz. O secretário afirma que são feitas diariamente varreduras nas unidades.

As medidas tomadas pela Secretaria de Segurança Pública focam a atenção nos presídios de Bangu 1 e Bangu 3. No complexo de segurança máxima estão presos os chefes do Comando Vermelho, entre eles, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel; Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco; e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. "Há quase dois anos não temos motins no estado. Mas os presos ouvem rádio e podem ser incitados pela ação dos bandidos do PCC", afirma o secretário Aldiney Peixoto.

O Sindicato dos Servidores Penitenciários alerta que não há homens suficientes para conter rebeliões nas unidades. "Há guaritas de vigilância onde não tem policial. Atualmente só 1,6 mil inspetores ¿ 400 por plantão ¿ guardam as chaves das celas e das unidades, no contato direto com os 23 mil presos", critica o presidente do sindicato, Paulo Ferreira.

Segundo ele, mais de 50 mil quentinhas chegam diariamente aos presos sem serem abertas. "A revista é por amostragem. Podem substituir a refeição até por armas desmontadas", alerta.

Batalhão de sobreaviso
A Secretaria de Segurança enviou ontem comunicado para todos os batalhões de Polícia Militar, pedindo que redobrem a atenção e fiquem em estado de prontidão. Policiais do 6º BPM (Tijuca), 23º BPM (Leblon) e do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais confirmaram ter recebido instruções para que fiquem em alerta a eventuais incidentes envolvendo policiais, como os que vêm ocorrendo em São Paulo.

A ordem é que avisem imediatamente aos respectivos batalhões. No entanto, eles garantem que não há razão para pânico e que o alerta emitido pela PM é normal nesse tipo de situação.

O Dia
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Terra - Brasil
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