
Atualizada às 19h41 Devido à situação de alerta epidemiológico pelos casos de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1), que causa a gripe suína, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul orientou, em nota emitida nesta segunda-feira, que eventos de grande porte devem ser adiados para que seja evitada a proliferação do vírus. O Estado determinou ainda a criação de uma força-tarefa para combater a doença na região de fronteira com a Argentina.
"Recomenda-se o adiamento daqueles que impliquem na concentração de grande número de pessoas, especialmente quando devam receber viajantes procedentes de países e regiões com transmissão da Influenza A (H1N1) e promoverem convivência em ambientes fechados", diz a nota.
Segundo a secretaria, a medida deve ser adotada por conta do grande número de casos na América do Sul, principalmente na Argentina e Chile.
Força-tarefa
Pela proximidade com a Argentina, de onde a maior parte dos casos de gripe suína é importada, o secretário da Saúde, Osmar Terra, determinou a criação de uma força-tarefa em 14 pontos do Estado da região de fronteira, considerados vulneráveis à entrada o vírus.
O objetivo será não somente fiscalizar, mas atender e acolher pessoas que apresentem sinais da doença. Hospitais deverão dispor, para isso, de leitos destinados a esses pacientes. Serão deslocados funcionários do Estado e dos municípios para melhorar o controle nessas localidades. O Exército vai colaborar na ação.
Os casos confirmados no Estado são ligados a situações de viagens ou contatos internacionais, sem evidência de circulação do vírus em território nacional. Segundo a secretaria, 300 hospitais públicos e privados foram recrutados para atender pacientes com gripe suína.
Em todo o Estado, há 111 casos confirmados da doença, segundo o Ministério da Saúde. No último dia 28, um gaúcho de 29 anos morreu após contrair a doença. Foi a primeira e única vítima fatal registrada no País.
No Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, há 905 casos da doença no Brasil. O Estado mais afetado é São Paulo, com 402 ocorrências. O ministério acompanha 1.414 casos suspeitos da doença.
Redação Terra
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