
O temor de que crianças à espera de adoção contraiam o vírus da gripe suína, por um possível contágio de pais adotivos estrangeiros, levou as autoridades chinesas a pedir às agências internacionais intermediárias que aconselhem o adiamento das viagens à China.
"A menor defesa das crianças e a propagação do vírus da gripe AH1N1 por diversos países do mundo levam o Centro de Assuntos de Adoção da China (CAAC) a adotar a medida", informa a instituição oficial em seu site.
Segundo a nota, os potenciais pais adotivos de crianças chinesas que se preparavam para ir ao país, após receber a convocação para iniciar o processo legal de adoção, devem adiar a viagem.
Por isso, a validade dos documentos legais emitidos pelo CAAC de 1º de março a 30 de abril e que permitem recolher a criança e registrá-la nos consulados de seu país de origem na capital chinesa, se estenderá entre três e cinco meses.
O comunicado diz que as agências de adoção devem desaconselhar a viagem, pois "há casos de gripe suína em alguns países e regiões, dado seu alto nível de propagação e para evitar o contágio durante o processo de registro".
O primeiro paciente com gripe suína na "grande China" é um mexicano de 25 anos que chegou a Hong Kong em 30 de abril depois de passar por Xangai.
As autoridades de saúde locais pediram calma à população, já que se trata de "um caso importado e não há indícios de uma expansão em massa da gripe em Hong Kong".
EFE
18h57 » Imposto de vacinas contra gripe suína será reduzido a zero
15h39 » Pandemia de gripe suína continua em queda no mundo, diz OMS
20h31 » Gripe H1N1 aumentou morte de crianças na Europa, diz estudo