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Gripe suína: governo federal libera R$ 2 mi mensais ao RS

10 jul 2009
12h35
atualizado às 13h16

O governo federal vai aumentar R$ 2 milhões mensais no teto financeiro para o Rio Grande do Sul investir no enfrentamento à gripe suína. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que esteve hoje em Porto Alegre (RS), essa verba será liberada imediatamente e irá vigorar até o Estado considerar que ela é necessária. De acordo com o secretário de Saúde do Estado. Osmar Terra, o atual teto é de R$ 60 milhões mensais.

"O Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul já são os Estados que recebem o maior repasse do ministério. Mas o ministério está disponibilizando esse recurso, entendendo a especificidade do inverno e o fato de nós estarmos no front para o enfrentamento da gripe A (gripe suína)", afirmou Terra, referindo-se ao fato de o Estado ter cidades de fronteira com países que têm vários casos da doença, como a Argentina.

Dados oficias apontam que a gripe suína já causou a morte de 82 pessoas na Argentina. Com isso, as comemorações pelo 193º aniversário da independência do país foram restritas ou suspensas em algumas cidades ontem.

Segundo Terra, a verba extra será utilizada para enfrentar a demanda natural do inverno, basicamente, para o atendimento em postos de saúde e na área médico-hospitalar. Segundo ele, o número de internações devido à gripe suína é muito baixo. "Em 99,6% dos casos não precisa de internação, pois não são casos graves. O que é grande é a demanda por de atendimentos nos postos e por exames."

Temporão também informou que o ministério vai reforçar, com a Secretaria de Saúde do Estado, a articulação para construir uma estratégia de mídia local (rádio, TV, jornais) para manter a população bem informada sobre a gripe suína. O trabalho também será feito para orientar adequadamente os gestores.

Unidades de Pronto-Atendimento
O ministro anunciou que o Rio grande do Sul receberá, durante o biênio 2009-2010, 32 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo que neste ano serão 16 e outras 16 para o ano que vem. Para a construção das 16 primeiras unidades, Temporão disse que o governo federal irá investir R$ 34,4 milhões e um custeio anual será de R$ 37,2 milhões.

"O ministério garante os recursos para a construção e equipamento e, numa parceria, o governo federal fica com metade do custeio, o governo do Estado, com 25%, e os prefeitos com os outros 25%. E nós teremos um importante mecanismo da capacidade do sistema de saúde no Rio Grande do Sul", disse Temporão.

Fonte: Redação Terra

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