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Governo eleva a 3,9 mil nº de mortos pela gripe nos EUA

12 nov 2009
20h57
atualizado às 21h56
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A nova gripe causou 3.900 mortes nos Estados Unidos nos últimos seis meses, 540 delas entre crianças, informa um novo sistema de cálculo anunciado nesta quinta-feira pelo Governo e que quase quadruplica a quantidade de vítimas de que se tinha notícia até agora.

Os novos números do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, em inglês) assinalam que, desde que se detectou o surto do vírus em abril até 17 de outubro, 22 milhões de americanos contraíram a doença, 98 mil foram hospitalizados e quase quatro mil morreram.

Esses dados contrastam com o número de mortes confirmadas pelo CDC na sexta-feira passada, quando se estimou que não mais de mil pessoas tinham sido mortas pelo vírus, entre elas 129 crianças.

O salto nas estimativas se deve, segundo a diretora do Centro de Doenças Respiratórias do CDC, Anne Schuchat, à implantação de um "sistema de apuração mais preciso", que vai além de uma simples contabilização dos casos confirmados por laboratório.

Em coletiva de imprensa, Schuchat ressaltou que os números não representam um "agravamento repentino" da pandemia, mas são "fruto de um prolongado esforço das autoridades de saúde para refletir como a doença realmente afeta o país".

A funcionária do CDC também comentou a situação do programa de vacinação nos EUA e assegurou que hoje a agência tem 41,6 milhões de doses disponíveis para que os estados solicitem.

No entanto, Schuchat reconheceu que o processo de distribuição está sendo "mais lento que o esperado" e que as oito milhões de doses que esperavam entregar nos centros autorizados esta semana "provavelmente não chegarão a tempo".

A especialista destacou que o panorama de casos e mortes desenhado hoje pela agência se limita a seis meses, e que a situação "provavelmente piorará" entre dezembro e maio.

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EFE   
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