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Fórum Social vai à África com esperança, diz idealizadora

29 jan 2010
18h10
atualizado às 18h52

O Fórum Social Mundial (FSM) termina em Porto Alegre (RS) nesta sexta-feira e deve realizar 30 encontros em todo o mundo até chegar a uma nova edição centralizada em 2011, em Dacar, no Senegal, no continente africano. Até lá, o FSM vai passar por lugares como Estados Unidos, Iraque, Palestina e países da Europa e da América Latina.

Uma das idealizadoras do FSM, a antropóloga Moema Miranda, diz que o evento sai de Porto Alegre "com um olhar de esperança, de força e de que um outro mundo já está sendopossível". Ela acredita que após 10 anos, o FSM já é mais que um espaço apenas de debates. "Esse mundo novo já está sendo construído. Não só em termos de ideias, mas emtermos de realidades, de práticas, o FSM já começa a ser um espaço em que essas sementes de um mundo novo encontram possibilidades decrescimento", disse Moema.

Membro do Conselho Internacional do Fórum, Moema avalia que os encontros descentralizados são tão ou mais importantes que as edições centralizadas, como a de2009, em Belém, e a próxima, de Dacar. Além de agregar contribuições locais, o caráter nômade do evento facilita a participação de ativistas em todo o mundo. "Mesmoque a gente tivesse trilhões para gastar em passagens, seria impossíveltrazer todos os militantes da Índia, do Afeganistão, do Iraque, daPalestina para um só lugar. O importante quando a gente vai para esseslugares é que a agenda altermundialista se fortalece com as lutas queestão nesses lugares", afirmou. "Se é um processo construído com a cara do sul (países em desenvolvimento), o fórum tem que ir onde o povo está", disse.

Emuma semana, a reunião de Porto Alegre e de cinco cidades da regiãometropolitana reuniu 35 mil pessoas, em mais de 900 atividades.

Agência Brasil Agência Brasil

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