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Filhas de Obama se vacinam contra gripe suína

27 out 2009
21h40
atualizado às 21h56

As filhas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Sasha e Malia, já foram vacinadas contra a gripe A, mas seus pais não serão vacinados contra a doença até que os grupos de risco estejam protegidos, informou nesta terça-feira a Casa Branca.

Catherine McCormick-Lelyveld, porta-voz da primeira-dama, Michelle Obama, publicou hoje no site da Casa Branca quais são os planos de vacinação dos Obama diante do vírus A(H1N1).

Na sexta-feira, o presidente americano declarou emergência nacional por causa da gripe A.

Segundo a nota postada por McCormick-Lelyveld, Sasha e Malia foram imunizadas na semana passada, "quando a vacina chegou às escolas da área de Washington", enquanto Barack e Michelle Obama aguardarão os grupos considerados de risco pelo Governo receberem suas doses.

Sasha e Malia fazem parte dos grupos de risco por serem menores de 24 anos. As duas meninas foram vacinadas por um médico da Casa Branca.

Segundo o comunicado, as doses ministradas às filhas do casal Obama foram obtida por meio do mesmo processo utilizado por qualquer outro posto ou centro de saúde do Distrito de Columbia, onde fica Washington.

A notícia contrasta com a situação de escassez de vacinas vivida nos EUA. As autoridades de saúde justificaram o ocorrido ao alegar um atraso no processo produtivo.

As previsões mais otimistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) dos Estados Unidos no início da campanha de vacinação, no começo de outubro, estimavam que os hospitais e clínicas do país teriam quase 120 milhões de doses disponíveis atualmente.

Segundo os dados oficiais atualizados hoje pelo CDC, o número total de doses distribuídas até agora não passa dos 22 milhões, embora as autoridades assegurem que a situação está melhorando.

"Estamos começando a conseguir aumentos significativos na disponibilidade de vacinas", disse hoje em entrevista coletiva Thomas Frieden, diretor do CDC.

O objetivo atual do Governo é ter ao redor de 50 milhões de vacinas contra a gripe A disponíveis em meados de novembro, e 150 milhões em dezembro, mas Frieden disse hoje que, caso necessário, a margem de produção pode ser ampliada para 225 milhões de doses.

A gripe A já matou mais de mil pessoas nos Estados Unidos, entre elas mais de 100 crianças, segundo o CDC.

EFE   

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