0

EUA exigem do Twitter detalhes sobre contas WikiLeaks de vários colaboradores

8 jan 2011
14h36

Os Estados Unidos exigiram do Twitter mediante uma ordem judicial detalhes sobre a conta do WikiLeaks e de alguns de seus partidários, incluindo informações pessoais de seu fundador, Julian Assange, anunciou neste sábado a organização.

A revista americana "Salon" teve acesso exclusivo à ordem judicial de um tribunal da Virgínia com data de 14 de dezembro e que aparece publicada no site da revista.

"A existência de uma investigação governamental secreta americana por espionagem sobre WikiLeaks foi confirmada pela primeira vez ao tornar-se pública a citação judicial", afirmou WikiLeaks em comunicado.

A organização está no ponto de mira do Governo dos Estados Unidos por causa da publicação no final de novembro de centenas de milhares de documentos confidenciais redigidos por diplomatas baseados em embaixadas americanas em distintas partes do mundo.

WikiLeaks assinalou que os investigadores americanos pediram ao Twitter, com sede em San Francisco (Califórnia), informações de Assange e outros de seus parceiros como Bradley Manning, o soldado acusado de ser a fonte de WikiLeaks.

"Se o Governo iraniano tentasse mediante coerção obter informações sobre jornalistas e ativistas estrangeiros, os grupos de direitos humanos ao redor do mundo se pronunciariam a respeito", afirmou WikiLeaks no comunicado.

Twitter não realizou por enquanto comentários sobre a citação e se limitou a dizer que sua política consiste em notificar seus usuários, sempre que for possível, sobre as solicitações oficiais de informação.

Além de Assange e Manning, a ordem judicial exige a Twitter que entregue informação sobre Birgitta Jonsdottir, uma legisladora da Islândia; o pirata informático holandês Rop Gonggrijp e o programador americano Jacob Appelbaum.

A legisladora islandesa classificou a citação judicial como "completamente inaceitável".

"O Governo dos EUA quer saber tudo sobre meus tweets desde 1º de novembro de 2009. São conscientes que sou membro do Parlamento da Islândia?", questionou Jonsdottir em mensagem no Twitter enviada na sexta-feira à noite.

A política islandesa garantiu que empreenderá uma campanha legal para impedir que o Governo dos EUA faça com suas mensagens depois que Twitter informasse que havia emitido a citada ordem judicial.

"Tenho 10 dias para deter o processo via legal antes que o Twitter entregue" a informação, afirmou Jonsdottir.

A ordem judicial sustenta que a informação requerida é "relevante" para "uma investigação criminal em andamento".

EFE   

compartilhe

publicidade
publicidade