Um calendário sobre a vida de Jesus Cristo causou alvoroço na Itália. Isso porque as fotos ilustrativas dos 12 meses do ano eram de nus femininos. O ensaio para lá de sexy é realizado todo o ano, mas, dessa vez, colocou a Itália em meio a uma enorme polêmica. O calendário das Virgens Nuas extrapolou o limite da tolerância.
O mês de setembro é ilustrado por uma Maria amamentando uma criança, enquanto que, em março, a foto é de Maria Madalena nua, a prostituta penitente, diante de Cristo em uma posição muito provocativa. Chegando em abril, a Virgem Maria nua da cintura para cima, com um halo de santa sobre sua cabeça, mostra as palmas de suas mãos em sangue, como se tivesse com os estigmas de Cristo, e a única coisa que tapa o resto de seu corpo é um pedaço de tecido transparente.
Lógico que a Igreja está surtando com o trabalho, uma blasfêmia. "Chega a ser um sacrilégio. É uma escandalosa transformação da imagem da Virgem", disse Gino Concetti, um teólogo moral, muito próximo do Papa. "O trabalho está brincando com a religião, exaltando o hedonismo e o erotismo e convertendo as mulheres a meros objetos de consumo", completou. Os vendedores de bancas deixaram de mostrar o calendário junto a outros produtos por causa de queixas dos clientes.
A polêmica provocou comoção em Alberto Magliozzi, que tem uma reputação internacional por suas imagens artística-eróticas de celebridades como Sharon Stone e Nicole Kidman. "Acho que o calendário está sendo mal interpretado", disse o fotógrafo de 52 anos. "O corpo nu de uma mulher não é uma coisa obscena. Estas fotografias transmitem inocência, desespero, dor e sofrimento", explicou.