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Afeganistão encerra mais um ano mergulhado em problemas |
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| AP |
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| Afegã faz pão em uma padaria financiada por organizações internacionais |
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Os problemas do Afeganistão estão muito longe da resolução, como comprova o último dia 5 de setembro quando o presidente Hamid Karzai escapou ileso dos disparos de um de seus próprios guardas de segurança. No mesmo dia um sangrento atentado matou mais de 20 pessoas em Cabul.
Estes são apenas dois exemplos do ano dos afegãos, o primeiro vivido sem o jugo do regime talibã. O país centro-asiático ainda conviveu com freqüentes atentados a bomba, sangrentos choques entre chefes tribais pelo controle de regiões inteiras, crescimento do narcotráfico, persistência da seca...
Para combater tudo isto o governo central conta com recursos limitados. O Exército afegão, por exemplo, tem dois batalhões de 300 homens para tentar acabar com as forças tribais formadas por mais de 175 mil soldados fortemente armados e com experiência em combate. O tráfico de drogas é uma questão ainda mais delicada: como fazer com que agricultores deixem de produzir o ópio sem lhes dar outra alternativa para se manter?
Estes problemas, mais a seca e a falta dos serviços básicos como justiça e educação, poderiam ser combatidos com os recursos internacionais prometidos à administração de Hamid Karzai. Mas com a crescente falta de visibilidade do Afeganistão os US$ 4,5 bilhões para reconstrução do país se transformaram em iniciativas bem mais modestas, que são apenas um paliativo depois da destruição causada por 20 anos de guerra.
O presidente afegão prefere, no entanto, apresentar as vitórias de seu governo. Ele contabiliza a escolarização de 3 milhões de crianças, campanhas de vacinação em massa, representação étnica igualitária e o regresso de 1,7 milhões de refugiados. Em um país onde se calcula que 70% da população adulta é analfabeta, onde a maioria das mulheres segue sem acesso aos seus direitos básicos e que conta com tantas minas terrestres que levará 50 anos para desativá-las, conforme especialistas, já é um começo.
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Redação Terra
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