A escritora norte-americana Patricia Cornwell pode ter descoberto o DNA de Jack, o Estripador. Ela disse que há chances de que a amostra genética obtida seja compatível com a de um artista que gostava de pintar cenas mórbidas de violência contra mulheres.
Em um trecho de seu novo livro, "Portrait of a Killer: Jack the Ripper - Case Closed" ("Retrato de um Assassino: Jack, o Estripador - Caso Encerrado", em tradução literal), publicado na edição de novembro da revista Vanity Fair, Cornwell disse que o DNA do Estripador pode ser o mesmo de Walter Sickert, artista que usava prostitutas como modelos e que pintava cenas semelhantes aos homicídios cometidos por Jack, um assassino em série que aterrorizou Londres na década de 1880. Cornwell disse que descobriu uma carta de Jack escrita de Manchester em 22 de novembro de 1888, contendo com a mesma marca d'água usada nos papéis do casal Walter e Ellen Sickert.
Sickert foi cremado em 1942 e não existe DNA do pintor, exceto em algumas cartas em que ele lambeu selos. O DNA foi comparado com o de cartas enviadas por Jack para a polícia. De acordo com Cornwell, das 55 amostras testadas, duas apresentaram uma seqüência de números que vinham de uma única pessoa: a primeira pertence ao artista James Whistler, que foi professor do alemão Sickert, e a outra pertence à pessoa que enviou uma carta assinada como Jack, o Estripador, ao médico Thomas Openshaw, curador do Museu Hospitalar de Londres.