Durante a realização de uma matéria sobre abuso de menores e tráfico de drogas em um baile funk promovido na Vila Cruzeiro, na Penha, Rio de Janeiro, o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi descoberto, seqüestrado e morto por traficantes liderados por Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. Tim foi visto pela última vez no dia 2 de junho. O crime chocou a população e foi encarado como um cerceamento à liberdade de imprensa.
O jornalista foi levado para o topo da Favela da Grota, no Complexo do Alemão. Ele foi torturado e morto por traficantes. Seu corpo foi queimado e encontrado dez dias depois na Pedra do Sapo, localidade controlada por Maluco e pelo Comando Vermelho, do qual faz parte. Conforme depoimento de traficantes ligados a Maluco, o traficante teria matado Tim Lopes pessoalmente com uma espada do tipo usado por ninjas.
Elias Maluco foi preso no dia 19 de setembro em uma operação policial no Complexo do Alemão. A caça ao traficante durou cerca de três meses e foi liderada pela cúpula da segurança do Rio de Janeiro, composta entre outros pelo Secretário de Segurança, Roberto Aguiar, pelo Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Zaqueu Teixeira, pelo Comandante da Polícia Militar, coronel Francisco Braz, e pela governadora do Rio, Benedita da Silva.
Elias Maluco está preso no presídio de segurança máxima Bangu 1, juntamente com traficantes como Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP e Marquinhos Niterói. Maluco está sendo arrolado em dois processos: um por associação para o tráfico de drogas e outro por tentativa de homicídio de quatro policiais civis durante uma ação no Complexo do Alemão em 2001. Outras vinte pessoas estão envolvidas no processo, incluindo o cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo. Além disso, Maluco é acusado de ter matado mais de 60 pessoas.