No primeiro semestre de 2002, a população brasileira e os governos federal e estaduais diagnosticaram quem fazia o papel de vilão na saúde no País: o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue. A epidemia causou dezenas de mortes e foi responsável pelo lançamento de programas permanentes de combate à doença. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados mais de 736 mil casos em todo o Brasil, sendo 73% deles entre fevereiro e abril, período de pico da epidemia.
Apenas no Estado do Rio de Janeiro, um dos principais focos da doença no Brasil, foram registrados 249.247 casos de dengue clássica. Os casos de dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, já chegam a 1.816, com 87 mortes. Além do Estado do Rio, outros locais com altos índices de focos de dengue são Recife (PE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Salvador (BA).
No dia 23 de novembro, no lançamento do Dia Nacional de Combate à Dengue, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 1 bilhão, até o final do ano, no combate à doença. Em todo o Brasil, foram registrados casos de dengue em 3.529 municípios. Para 2003, o governo prevê cerca de 370 mil casos de dengue em todo o País, praticamente a matade dos ocorridos em 2002.