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O Fórum Social Mundial anunciou hoje que vai entrar em contato com intelectuais e ativistas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para tentar convencer a opinião pública desses países a não apoiar uma guerra contra o Iraque.
Essa foi uma das conclusões do painel final Luta Contra a Militarização e Promoção da Paz, apresentado pelo cientista político Emir Sader, um dos coordenadores do evento.
Sader observa que o relatório dos inspetores de armas da ONU, embora não contenha provas de que o Iraque dispõe de armas de destruição em massa, não é um relatório conclusivo.
Ele avalia que o impulso político para a guerra diminuiu, mas mesmo assim o conflito continua sendo muito provável. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Uma guerra implicaria uma tragédia humanitária, mas se o governo dos Estados Unidos não a fizer, será uma desmoralização", afirmou.
O cientista político se disse confiante quanto à possibilidade de os encontros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente francês, Jacques Chirac, e com o primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroeder, criarem uma nova aliança contra as intenções bélicas de Washington.
A questão das guerras foi um tema menor na primeira edição do Fórum Social Mundial e foi incluída às pressas na segunda edição, ocorrida durante a campanha militar norte-americana no Afeganistão. Uma das propostas deste ano é que a busca pela resolução pacífica de conflitos entre nos estatutos do Fórum.
Sader sugeriu também a realização de um Fórum Social Norte-Americano, reunindo só organizações daquele país, e de um Fórum Social das Américas. O cientista político disse que a mobilização contra a guerra deve ter como alvo o governo norte-americano, não sua população.
"Sempre recomendamos aos ativistas que não queimem a bandeira dos EUA. Isso facilita que o governo diga que a hostilidade é contra o povo", afirmou.
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