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Uma das deliberações do painel final do Eixo 5 de discussões do Fórum Social Mundial (FSM) foi a de que um grupo de representantes do FSM entre em contato com os movimentos sociais e pacifistas norte-americanos e ingleses presentes no evento, ainda hoje, para discutir ações para barrar a possível guerra entre Estados Unidos e Iraque.
Conforme foi decidido, o encontro com norte-americanos e ingleses pretende discutir o possível conflito, classificado por participantes do FSM como a Guerra de Bush, ou a Guerra do Petróleo, e dar apoio aos movimentos pacifistas e sociais anglo-saxões.
O Eixo 5 agrupou palestras sobre a ordem mundial democrática, a luta contra a militarização e a promoção da paz. O painel de hoje foi mediado pelo sociólogo Emir Sader, que também faz parte do Comitê Organizador do Fórum, e teve a participação de Átila Roque, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).
Além disso, o painel de hoje, que teve grande participação de ouvintes, ressaltou que se deve estender a todos os países do mundo as manifestações contra a guerra entre Estados Unidos e Iraque que estão sendo programadas em diversos países europeus no próximo dia 15 de fevereiro.
Definiu-se também que o ideal de luta pela paz deve ser incluído na Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, e que o conflito entre Índia e Paquistão pelo domínio da Caxemira deve ser um dos temas do FSM 2004, na Índia. Sobre a futura edição do Fórum, o painel também deliberou que é preciso incluir no evento movimentos sociais do Caribe, região mal representada em todas as edições do FSM.
Emir Sader lembrou ainda que o Fórum Social Mundial precisa agregar participantes de todas as etnias. "O Fórum é ainda muito branco. Queremos um Fórum de todas as idades, de todos os sexos, de todas etnias", declarou.
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