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O Fórum Social Mundial surgiu em 2001 como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que há mais de 20 anos reúne os representantes dos países mais ricos do mundo com o objetivo de discutir os rumos do capitalismo e reafirmar o modelo econômico liberal.
A primeira edição do Fórum Social Mundial foi realizada na capital gaúcha em janeiro de 2001 e reuniu cerca de 20 mil participantes, com a pretensão de ser um espaço diversificado e aberto ao debate e à reflexão sobre os mecanismos e instrumentos da dominação do capital.
O 2º Fórum Social Mundial de Porto Alegre, realizado entre os dias 31 de janeiro a 5 de fevereiro deste ano, foi pautado pelos atentados de 11 de setembro ao World Trade Center e ao Pentágono nos Estados Unidos, mas centrou-se também na discussão de buscas de alternativas ao modelo atual.
Em 2002, reuniram-se em Porto Alegre 51,3 mil participantes e 15,2 mil delegados, representantes de 4 mil ONGs de 131 países e mais 11,6 mil jovens. Para a 3ª edição, o comitê organizador estima a participação de cerca de 100 mil pessoas nos seis dias do evento. O Fórum Social Mundial é uma reunião de atividades variadas. Além dos debates, palestras e conferências com representantes de organizações e personalidades internacionais e nacionais, ocorrem programações paralelas no acampamento da juventude, oficinas, atividades culturais e seminários.
As principais organizações que participaram da realização do evento, desde a primeira edição, são a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), a Ação pela Tributação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadãos (ATTAC), a Comissão Brasileira Justiça e Paz, da CNBB (CBJP), a Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (CIVES), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Instituto Brasileiro de Análises Sócio Econômicas (IBASE), o Centro de Justiça Global (CJG) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Embora consiga reunir pensadores e chamar a atenção para causas importantes, o Fórum Social Mundial não tem sido imune a críticas como a de que exclui integrantes não-identificados com o pensamento de esquerda ou de que não tem resultados práticos. A organização do Fórum faz questão de frisar que o evento é um "espaço de articulação" e que não cabe a ele promover campanhas ou ações ou produzir declarações e documentos.
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