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A CIA acredita que muitos iraquianos iriam se opor a líderes de grupos de oposição no exílio assumindo cargos em um novo governo, disse hoje uma autoridade dos Estados Unidos.
"O problema é que o público iraquiano não os vêem de forma favorável", disse uma autoridade norte-americana que conhece o relatório.
O relatório da CIA avaliou como os iraquianos vêem grupos de oposição exilados tendo um papel importante num governo pós-Saddam Hussein.
De acordo com a descoberta da CIA, Ahmed Chalabi, um iraquiano exilado que é líder do Congresso Nacional Iraquiano, de oposição, e Mohammed Baqer al-Hakim, comandante do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, um grupo de oposição xiita com sede em Teerã, teriam ambos pouco apoio entre a população iraquiana. O relatório foi distribuído no final de março. O porta-voz da CIA não comentou o caso.
A Conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse na terça-feira que iraquianos exilados terão "um importante papel" no governo interino pós-guerra, mas que alguns deles poderiam ficar no governo apenas temporariamente.
"Não se deve subestimar a importância de pessoas que estiveram fora do país, mas que mantiveram por mais de uma década a chama acesa por um Iraque livre", disse Rice a repórteres, enquanto o presidente George W. Bush voltava da Irlanda do Norte, onde se encontrou com o premiê britânico Tony Blair para conversar sobre o Iraque pós-guerra.
Rice não especificou nomes dos futuros colaboradores. O Congresso Nacional Iraquiano, dirigido por Chalabi, foi para o sul do Iraque no último final de semana para ajudar as forças norte-americanas no local.
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