| Reuters |
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| Saddam Hussein, em imagem da TV iraquiana |
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A grande pergunta neste vigésimo dia de campanha militar anglo-americana no Iraque não pôde ser respondida hoje nem pelo presidente americano George W. Bush - Saddam Hussein está vivo ou morto? "Eu não sei", disse Bush em uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, na Irlanda do Norte, onde se encontrou com o primeiro-ministro britânico Tony Blair."Saddam Hussein será morto. Pode ter sido no ataque de ontem, eu não sei, mas ele será pego", disse o presidente. Um avião norte-americano lançou hoje bombas sobre um setor residencial de Bagdá onde estaria acontecendo uma reunião entre o presidente iraquiano, Saddam Hussein, e seus dois filhos, Usai e Qusai, segundo informações da inteligência americana. Fontes militares assinalaram que o ataque foi feito por um bombardeiro B-1 que lançou cinco bombas de uma tonelada de peso com a capacidade de penetrar a blindagem dos bunkers. No começo da intervenção militar no Iraque, em 19 de março, o presidente Bush ordenou um ataque similar contra um setor urbano da capital iraquiana onde também se achava que estavam Saddam Hussein e seus filhos. Esse ataque, como o de hoje, aconteceu com base na informação de espionagem. Talvez por isto, tanto o presidente como o Comando Central de Operações, no Qatar, confirmam a morte do líder iraquiano. Em entrevista coletiva, o subdiretor de Operações do Comando Central, general Vincent Brooks, foi perguntado em relação ao citado ataque e respondeu dizendo que ainda "não dispõe da confirmação" de que Saddam ou seus filhos teriam morrido no bombardeio. O general disse ainda que "recebemos informações críveis de três fontes distintas que indicavam que estava acontecendo essa reunião; vimos que havia uma oportunidade e decidimos aproveitá-la, pois nosso objetivo era a direção do regime" iraquiano. Além disso, Brooks insistiu na tese que o comando aliado vem difundindo nos últimos dias de que a estrutura de poder do regime iraquiano está "fragmentada". "Ainda ficam bolsões, esforços, de liderança no seio do regime, mas em conjunto este se encontra muito fragmentado", comentou Brooks, ressaltando que os aliados "não sabem quem permanece agora no comando".
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