|
O regime iraquiano poderá enviar uma "maré humana" de civis para tentar recuperar o Aeroporto de Bagdá, afirmou hoje o comandante das forças britânicas no Golfo, general Brian Burridge.
O general fez o comentário após as declarações do ministro iraquiano da Informação, Mohamed Said al Sahaf, que ameaçou as forças americanas no aeroporto com "uma nova classe" de ataques suicidas.
"Esta noite, vamos fazer uma ação não-convencional", disse o ministro iraquiano, lembrando a batalha de Dien Bien Phu (1954), que precipitou a derrota da França na Indochina.
De acordo com Burridge, "um ataque não-convencional poderá significar duas coisas. Uma ação química ou biológica com sérias conseqüências para o regime iraquiano ou uma maré humana".
"Temos informações de que os alto-falantes do sudoeste de Bagdá estão convocando a população a seguir para o aeroporto", declarou o general. Para Burridge, "seria bastante próprio (do regime iraquiano) utilizar civis como escudos humanos" para atacar o aeroporto.
Sobre a tomada do Aeroporto de Bagdá pelas forças americanas, o general Burridge estimou que a resistência iraquiana foi menor que a prevista.
Os iraquianos "não foram capazes de entender o que estava passando". "Houve bolsões de resistência e ainda há certa oposição no aeroporto, mas nada como esperávamos. A Guarda Republicana não se mostrou".
O general estimou que a resistência em Bagdá acabará quando o regime iraquiano cair. "Quando o regime afundar, isto afetará a população de Bagdá, as milícias do partido Baath, os paramilitares e os esquadrões da morte".
Na ofensiva contra a capital, "faremos o que for preciso para saber o que ocorre, onde estão os verdadeiros criminosos, e nos ocuparemos deles pouco a pouco, com grande determinação".
"Estou falando de gente que vive há 25 anos fora da lei. Não têm ideologia e sabem que estão lutando por suas cabeças".
|