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| Iraquiana carrega bebê enquanto tenta deixar cidade de Basra |
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O controle do presidente iraquiano Saddam Hussein da segunda maior cidade do país, Basra, permanece forte como sempre depois de uma semana de um cerco virtual pelas tropas anglo-americanas. "Nada mudou de fato em Basra. O governo mantém pleno controle. Eles ainda governam completamente", disse o morador Abu Jawad no lado de fora da cidade, depois de ser revistado em um ponto de controle britânico. "As pessoas consideram isso uma ocupação. Se o governo nos der armas, vamos combater os americanos e os britânicos".
Basra, cidade com 1,5 milhão de habitantes, foi bombardeada por aviões e canhões desde que soldados norte-americanos e britânicos invadiram o Iraque 11 dias atrás para derrubar Saddam. Os ataque parecem ter apenas enfurecido os civis, que estão se unindo ao presidente iraquiano mesmo com o fato de viverem com medo de sua polícia secreta.
Tanques ocidentais no domingo controlavam as estradas ao redor da cidade, mas eles não penetraram seu centro, onde, segundo residentes, a vida continua normal sob o firme controle de partidários de Saddam. Segundo a população da cidade, a polícia está espalhada pela área urbana e a polícia de trânsito mantém a ordem dos velhos carros circulando enquanto nuvens de fumaça negra pairam sobre a cidade, bombas explodem e tiros são disparados. Mesmo alguns restaurantes permanecem abertos, servindo peixe e carneiro.
Apesar da sede do partido Baath ter sido atingida, os partidários de Saddam reassumiram suas atividades em outros edifícios, incluindo a resistência armada aos soldados anglo-americanos. Unidades do exército iraquiano ainda operam e tanques estão em posição, disseram residentes. As milícias armadas com rifles não mostram sinais de fraqueza ante o poder de fogo ocidental.
"Está tudo normal. Muitas vezes é difícil para os funcionários públicos manterem seus turnos por causa dos bombardeios, mas fora isso, o Estado está no comando", disse MuMuhammad. "Basra está estável".
O suprimento de água na cidade está acabando, e os iraquianos estão cavando poços. Os preços dos tomates e outros legumes dispararam. Mas os iraquianos não culpam o partido Baath. "Os americanos e britânicos atingiram nossa rede elétrica. Interromperam o fornecimento de água. Por quê?", perguntava Osama. "O governo restabeleceu a eletricidade há dois dias. Ela é interrompida algumas horas por dia, mas o serviço voltou", afirmou.
Centenas de pessoas fazem filas todos os dias para entrar em Basra e vender legumes no mercado local. "Basra é iraquiana. Sempre pertencerá ao governo", disse um iraquiano.
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