| Reuters |
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| O general Stanley McChrystal e a porta-voz Victoria Clarke. |
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Enquanto o Iraque retira da manga táticas de guerrilha para deter o avanço das tropas da coalizão, norte-americanos e ingleses intensificam o ataque ao país de Saddam Hussein. Hoje, quatro soldados norte-americanos morreram em um atentado suicida contra um posto de controle perto de Najaf, no centro do Iraque.
O carro-bomba (um táxi) parou num posto de controle armado pela terceira divisão de infantaria mecanizada dos Estados Unidos. O motorista, um oficial do exército iraquiano que queria "dar uma lição" nas tropas norte-americanas, detonou os explosivos quando os soldados se aproximaram do veículo. A TV pública iraquiana divulgou que o presidente Saddam Hussein homenageou o homem, Ali Hammadi al-Namani, com duas medalhas póstumas.
O Pentágono garantiu que este tipo de ataque não vai afetar suas operações no Iraque. O general Stanley McChrystal, vice-diretor de operações do comando militar conjunto, comparou o ataque a terrorismo.
Soldados iraquianos são mortos
Os Estados Unidos, por sua vez, divulgaram que um ataque dos helicópteros Apache da 101ª Divisão do exército matou pelo menos 55 soldados iraquianos ontem à noite, perto de Kerbala (80 quilômetros ao sul de Bagdá). Dois batalhões de Apache dos "Screaming Eagles" (águias que gritam) participaram destas incursões noturnas contra mais de 40 posições da Divisão Medina da Guarda Republicana iraquiana.
Basra e Bagdá são bombardeadas
Ontem, os bombardeios da coalizão anglo-americana atingiram Bagdá e Basra, no sul do Iraque. Na capital iraquiana, a população sofreu com vários ataques durante o dia. Na segunda maior cidade do país, Basra, os alvos foram as instalações de grupos paramilitares.
Em Bagdá, os bombardeios de ontem começaram pela manhã e se intensificaram depois das 13h locais (7h de Brasília) se espalhando da periferia ao centro da cidade.
Às 22h horas (16h de Brasília), três fortes explosões também sacudiram Bagdá. As sirenes antiaéreas foram acionadas. Ainda mais cedo, quatro fortes explosões estremeceram a capital do Iraque, dando continuidade aos ataques da noite e do começo do dia. Jornalistas relataram que a artilharia antiaérea podia ser ouvida às 16h30 (10h30 em Brasília) nos subúrbios ao sul da capital iraquiana.
A mais recente ofensiva foi ouvida às 02h05 local (20h05 em Brasília). As explosões aconteceram no sul e no centro de Bagdá, pontos nos quais era possível ver um incêndio e diversas colunas de fumaça que subiam do local onde os mísseis caíram.
Em Basra, as explosões foram ouvidas por volta das 4h (22h de ontem em Brasília), segundo um corresponde da TV Al-Jazeera. As forças britânicas, que lideram a ofensiva a cidade, atingiram um prédio com 200 paramilitares e alegam ter derrubado a sede do Baath, partido de sustentação a Saddam Hussein.
Declaração do Pentágono
Nos EUA, a porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke, quis deixar claro que lado do conflito está no comando. Ela disse que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos domina 600 poços de petróleo no sul do Iraque. Acompanhada do general Stanley McChrystal, Clarke garantiu que Saddam perdeu o controle do oeste do país. "As forças da coalizão anglo-americana avançaram 320 km dentro do território iraquiano e estão perto de Bagdá", acrescentou a porta-voz.
Pausa é negada pelo comando central
A falta de movimentos significativos no campo de batalha tem sido encarada como uma parada temporária no avanço das tropas a Bagdá, mas o comando central dos Estados Unidos negou que tenha havido uma pausa nas operações militares. "Não há nenhuma pausa no campo de batalha. Somente porque vocês vêem uma certa paralisação na formação no campo de batalha não significa que haja uma pausa", disse o major-general Victor Renuart em uma coletiva de imprensa.
Protestos
Como vem acontecendo quase todos os dias desde que o presidente Bush lançou a idéia de atacar o Iraque, milhares de pessoas saíram novamente às ruas de várias cidades de todo o mundo hoje para protestar contra a guerra no Iraque, mas o número de manifestantes foi inferior ao registrado nas passeatas de fevereiro, que visavam a evitar o conflito.
A exceção vem de Melbourne, na Austrália, onde mais de 30 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a intervenção armada no Iraque. Os manifestantes marcharam pelo centro da cidade entre grupos de representantes políticos, religiosos e pacifistas, e terminaram com a queima de uma bandeira norte-americana e um grande show em frente à estação central.
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