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Grupos contrários à guerra reclamam porque não podem veicular seus anúncios contra a ofensiva anglo-americana ao Iraque na mídia dos Estados Unidos, cada vez mais dominada por grandes corporações.
O grupo de defesa dos direitos civis TrueMajority.org declarou que não teve problemas em publicar anúncios em jornais como "The New York Times" e "The Wall Street Journal", mas que não teve a mesma sorte na televisão. As redes CNN, Fox, MTV e até mesmo o canal pago Comedy Central recusaram segmentos que traziam celebridades, como a atriz Susan Sarandon, conversando com "especialistas" sobre questões de guerra.
A Fox adota há muito o princípio de não aceitar anúncios ligados aos chamados grupos de defesa de direitos civis, segundo uma porta-voz da rede de TV. A CNN, que pertence à AOL Time Warner, não aceita anúncios de grupos de defesa dos direitos civis que tenham a ver com regiões em conflito, um porta-voz informou por e-mail.
O grupo antiguerra Not In Our Name (não em nosso nome) declarou que a MTV recusou-se a veicular seus spots feitos pela renomada documentarista Barbara Kopple, nos quais jovens americanos em Nova York falam a respeito de sua oposição à guerra.
A organização Peace Action (ação da paz) disse que tinha anúncios prontos para ser veiculados antes e depois do pronunciamento do presidente George W. Bush em janeiro, mas que foram rejeitados pela Comcast, a principal operadora de TV a cabo nos EUA.
A Comcast acabou veiculando o comercial, mas o processo de exame para ver se o filme estava de acordo com as diretrizes da empresa demorou, segundo informou a empresa à Reuters por e-mail. A Peace Action estava produzindo novos comerciais, inclusive alguns para rádio, mas não tinha certeza se seriam veiculados algum dia.
Mensagens contra a guerra também não são escutadas no rádio, em que cada vez mais emissoras pertencem a grandes corporações, como a Clear Channel Communications.
A mídia de massa, principalmente a TV, não está fazendo uma cobertura imparcial dos argumentos racionais contra o ataque ao Iraque, disse um porta-voz da TrueMajority.org. Ele aformou que os anúncios do grupo haviam sido rejeitados porque as emissoras declararam preferir tratar da questão por meio de seus departamentos de notícias ou porque não queriam veicular imagens gráficas.
Daniel Pace, porta-voz da Not In Our Name, disse que o grupo antiguerra teve um spot de 30 segundos recusado pela MTV, que cita sua posição de não permitir anúncios partidários. Mas ele observou que o canal havia veiculado anúncios de recrutamento militar.
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