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O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, viaja hoje a Washington para discutir o andamento da guerra com o presidente dos EUA, George W. Bush. O objetivo de Blair é convencer Bush de que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve ter um papel central no pós-guerra.
Washington afirmou ontem que ainda quer determinar o papel da ONU, que está amplamente dividida sobre o ataque para derrubar o presidente do Iraque, Saddam Hussein.
Blair, entretanto, disse estar confiante que o Conselho de Segurança vai se unir para aprovar uma resolução de ajuda, reconstrução e sobre a futura administração do Iraque.
"É senso comum entre nós que a ONU tem de se envolver no pós-guerra do Iraque", disse Blair em Londres durante entrevista coletiva.
"Eu garanto que é de nosso desejo garantir que a ONU tenha um envolvimento central."
O primeiro-ministro britânico vai se encontrar ainda com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em Nova York, após a reunião com Bush em Camp David, residência de campo da Presidência norte-americana.
Blair mostrou-se consciente do racha entre os EUA e a Europa, onde França e Alemanha são vozes fortes contra a guerra, mas disse esperar que a ligação seja restaurada.
"Creio que quando as pessoas refletirem sobre os interesses da Europa, perceberão que sacrificar a aliança transatlântica é uma loucura", disse.
Blair apostou seu futuro político na guerra, que dividiu seu partido e toda a Grã-Bretanha. A última pesquisa de opinião publicada no jornal Daily Telegraph, hoje, mostrou que o apoio à guerra caiu nas últimas 48 horas.
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