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| Ruas de Bagdá estão com muita fumaça devido à queima de petróleo |
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Forças norte-americanas e britânicas atacaram membros da Guarda Republicana que defendiam os arredores de Bagdá na segunda-feira, ao mesmo tempo em que a capital iraquiana era intensamente bombardeada durante o dia. O Pentágono disse que forças dos EUA avançaram mais de 320 quilômetros em território iraquiano e já estariam a 80 quilômetros de Bagdá. Enquanto isso, o sul do país, onde há mais presença da coalizão e ainda focos de resistência, já começa a enfrentar um caos humanitário.
O governo iraquiano desmentiu que as forças da coalizão se encontrem a menos de cem quilômetros da capital iraquiana. "Suas afirmações a esse respeito fazem parte da guerra psicológica", disseram fontes oficiais iraquianas.
Tommy Franks, general do Exército dos EUA, descreveu a resistência iraquiana como esporádica, apesar das batalhas. Disse que suas forças desviavam de formações inimigas no caminho para Bagdá intencionalmente. "O progresso em direção aos nossos objetivos tem sido rápido e, em alguns casos, dramático", disse Franks, apesar das 24 horas de contratempos que incluíram a morte e captura de soldados norte-americanos e a perda de um helicóptero.
O Exército dos EUA reconheceu ter perdido um helicóptero. A tevê iraquiana mostrou dois homens alegando que faziam parte da tripulação do helicóptero Apache derrubado. Eles pareciam em bom estado. A Grã-Bretanha também informou a perda de um soldado, além do desaparecimento de outros dois. Até agora, não foram encontradas no Iraque armas de destruição em massa, suspeita que deu origem à guerra.
Na capital iraquiana, o vice-primeiro-ministro de Saddam, Tareq Aziz, declarou em uma entrevista coletiva que a liderança iraquiana estava em boa forma apesar dos cinco dias de bombardeios pesados. Segundo ele, Saddam, que apareceu duas vezes na TV iraquiana na segunda-feira, "controlava totalmente o Exército e o país" e que seus inimigos estavam subestimando sua popularidade. Aumentaram os alertas a respeito de uma crise humanitária no país, já que a batalha atrasou a entrada de auxílio.
Os estoques de água estão baixos na segunda maior cidade do Iraque, Basra, com 2 milhões de habitantes, que também estão sem energia elétrica. Em Nova York, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu ação urgente para assegurar o fornecimento. Os EUA prometeram começar a enviar auxílio em alguns dias, assim que tomarem portos e rotas de fornecimento suficientes, além de controlar centros populacionais que foram deixados de lado pela forças de invasão.
Os ataques de segunda
Pelo menos seis grandes explosões abalaram Bagdá na segunda-feira, como informou o correspondente da Reuters Nadim Ladki. Três delas parecem ter atingido o centro de Bagdá, enquanto outras eram ouvidas no sul da capital.
A cidade de Mosul, no norte do Iraque, também sofreu novos ataques na noite de segunda-feira. O produtor de TV da Reuters, Hamdi Istanbullu, disse que faixas de luzes brancas iluminaram o céu e que projéteis antiáereos luminosos podiam ser vistos enquanto as aeronaves bombardeavam alvos em Mosul e nos arredores da cidade numa série de ataques que durou pelo menos 45 minutos.
Violentos combates aconteceram ao anoitecer de hoje (horário local) entre soldados americanos e britânicos e as forças iraquianas na área situada em Uum Qasar e Al-Zubair, perto de Basra (sul do Iraque). "Foguetes luminosos podem ser vistos de longe e disparos de tanques são ouvidos", disse um correspondente da Al-Jazeera, durante uma transmissão ao vivo do canal do Qatar.
Mortos e feridos
As forças anglo-americanas que atacam o Iraque admitiram ter sofrido cerca de 30 baixas nos primeiros cinco dias de guerra. Enquanto isso, o Iraque quase não informa sobre mortes de soldados e estima em cerca de 150 os civis mortos e em mil os feridos. A guerra também custou, até agora, a vida de pelo menos dois jornalistas que cobriam os confrontos.
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