| Reuters |
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| Corpo de soldado norte-americano |
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Os combates travados hoje nas proximidades de Nassiriya, ao sul do Iraque, foram os mais violentos desde o início do conflito entre Iraque e Estados Unidos. O número de baixas, entretanto, é controverso. O chefe-adjunto do Comando Central da coalizão, general John Abizaid, falou em "menos de dez" soldados mortos, e que doze estariam desaparecidos. O jornalista Michel Gurdus, responsável pela rádio-escuta para a rádio e TV israelenses, afirmou que "no mínimo" dez marines morreram. Já um comunicado militar iraquiano contabiliza 25 soldados americanos e britânicos que teriam sido mortos em Nassiriya.
Nassiriya é um eixo estratégico sobre o Eufrates, a via fluvial que impede as tropas americanas e britânicas de alcançarem Bagdá. Na região, militares norte-americanos teriam sido emboscados: soldados iraquianos fingiram render-se ao agitar uma bandeira branca mas depois abriram fogo.
O jornalista israelense Michael Gurdus disse também que muitos dos 12 soldados americanos dados como desaparecidos foram mortos com tiros na cabeça e que os sobreviventes foram mortos depois de entrevistados pela televisão iraquiana.
Ataques a Bagdá se intensificam
Bagdá foi submetida neste domingo a bombardeios violentos, que deixaram uma grande coluna de fumaça no centro da capital. O primeiro, muito mais intenso do que os registrados nas 24 horas anteriores, ocorreu pouco antes das 19h (13h de Brasília) e foi retaliado pelas baterias de defesa antiaérea.
A segunda seqüência de bombardeios começou aproximadamente às 22h15 (16h15 de Brasília) e provocou uma enorme coluna de fumaça. Um edifício próximo ao complexo presidencial de Saddam Hussein pegou fogo.
Além disso, novas explosões foram registradas por volta das 21h (horário de Brasilia) sem que nenhuma sirene de alerta tenha sido acionada antes ou que uma bateria antiaérea tenha entrado em ação.
Resistência iraquiana surpreende
Apesar de estarem a cerca de 100 quilômetros de Bagdá, as forças da coalizão estão sendo retardadas pelo contra-ataque iraquiano. Na sexta-feira o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld anunciou que a cidade de Umm Qsar, ao sul do Iraque, único porto de água profunda no país, havia sido tomada pelas forças da coalizão. Já no sábado, foi desmentido pelo governo iraquiano e na madrugada de hoje os combates continuavam. O Iraque segue contra-atacando também em Basra, outra cidade que a coalizão admitiu não ter conseguido ocupar.
Em Nassiriya, as unidades da coalizão abandonaram sua intenção inicial de tomar o controle da cidade, contornando-a pelo oeste para se dirigir em direção ao norte através do deserto.
A evidente resistência iraquiana ao avanço das tropas norte-americanas obrigou Donald Rumsfeld a dizer que as cidades do Iraque não estão sendo tomadas, mas apenas cercadas para evitar, de acordo com ele, morte de civis.
Pelo menos de cento e seis pessoas, entre civis, militares e líderes já teriam sido mortas no conflito. O ministro da Informação do Iraque, Al-Sahaf, afirmou hoje que 77 civis morreram e 366 ficaram feridos nos bombardeios norte-americanos contra Basra (Sul do Iraque), no sábado. As mortes, segundo ele, devem-se ao ataque ter sido dirigido contra um conjunto de casas ocupadas por trabalhadores da companhia Petróleo do Sul.
Outros seis militares norte-americanos morreram hoje quando o helicóptero em que estavam, realizando uma missão médica de retirada, caiu no Afeganistão.
Prisioneiros são mostrados na TV
A televisão oficial iraquiana mostrou hoje imagens de prisioneiros anglo-americanos capturados, um deles uma mulher. A exposição dos soldados motivou duras críticas por parte dos americanos. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, afirmou que as imagens são uma violação da Convenção de Genebra, que proíbe que os prisioneiros de guerra sejam fotografados ou humilhados.
O Iraque, em resposta, garantiu obedecer à Convenção e que os prisioneiros não serão maltratados. As emissoras de TV norte-americanas não exibiram as imagens dos prisioneiros americanos - embora, em dias anteriores, tenham mostrado prisioneiros capturados pela coalizão.
Atentado
Um soldado americano é o suspeito de ser o autor do ataque com granadas ocorrido ontem, num acampamento das forças americanas. O atentado matou um soldado e deixou outros 12 militares feridos. O sargento Asan Akhbar, que foi detido pouco depois da explosão, não foi formalmente acusado ainda. O porta-voz do exército disse que ele tinha "problemas de atitude" e que havia-se convertido recentemente ao islamismo.
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