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As forças norte-americanas controlam hoje o centro da cidade de Tikrit, cidade natal e reduto de Saddam Hussein ao norte de Bagdá. Ao mesmo tempo as autoridades norte-americanas voltaram a ameaçar a Síria, acusada de ser um reduto terrorista e de apoiar o regime de Saddam Hussein.
Sete veículos blindados estacionaram em uma das praças do centro de Tikrit, abandonada pelas forças iraquianas e por muitos de seus 100 mil habitantes. Todos os estabelecimentos comerciais estão fechados. Nos subúrbios, testemunhas disseram ter escutado disparos feitos pelos habitantes, tentando defender seus bens contra os primeiros saqueadores, mas esta informação não foi confirmada por outras fontes.
O anúncio oficial da queda de Tikrit deve confirmar simbolicamente o fim do regime iraquiano menos de um mês depois do início da guerra, no dia 20 de março. Quatro helicópteros norte-americanos sobrevoaram a cidade a baixa altitude ao amanhecer desta segunda-feira, constatou o correspondente da AFP. Durante toda a noite passada, houve intermitentes bombardeios contra os subúrbios da cidade.
Um jornalista canadense que acompanha os marines americanos, Matthew Fisher, disse ao canal CNN que 250 veículos blindados entraram na cidade.
Problema com a Síria
Enquanto Washington encara o que parece ser a última etapa da guerra, as declarações dos líderes americanos passaram a enfocar a Síria. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que acredita na presença de armas químicas na Síria e advertiu que Damasco "tem de cooperar" com Washington no esforço para acabar de vez com os últimos vestígios do regime de Saddam Hussein.
O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, disse que as forças norte-americanas enfrentaram combatentes sírios em Bagdá e reiterou as acusações de que a Síria está abrigando altos oficiais iraquianos. A embaixada síria em Washington contestou a acusação americana, qualificando-a de "campanha de desinformação".
O secretário dos Assuntos Exteriores do Reino Unido, Jack Straw, disse hoje que a Síria não é o próximo alvo militar após a derrota do regime iraquiano e que não existe uma lista de "próximos países" para serem atacados. "Não perseguimos nenhum país", frisou Straw em entrevista coletiva em Manamá, lembrando, porém, que "a Síria tem de responder a várias perguntas importantes e começar uma agenda de discussões".
Imad Mustafah, o número dois da embaixada síria nos Estados Unidos, negou que seu país tenha refugiado militares iraquianos ou que possua armas de destruição em massa. Enquanto isso, as tropas norte-americanas continuam procurando as armas químicas e biológicas que "justificaram" a intervenção militar. Um grupo de marines disse ter descoberto cinco barris que, segundo a análise, continham uma substância química.
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