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Enquanto as forças dos Estados Unidos controlam Tikrit, a cidade natal de Saddam Hussein, na segunda-feira, ninguém sabe se o líder iraquiano deposto, Saddam Hussein, está vivo ou morto. O general norte-americano que lidera a guerra fala de uma análise por DNA. Um morador de Mansur, um bairro rico de Bagdá, diz tê-lo visto três dias antes que um ataque aéreo dos EUA destruísse uma casa onde se acreditava que Saddam estaria fazendo uma reunião. Um ex-oficial do exército diz tê-lo visto e a seus dois filhos em frente de uma mesquita no norte de Bagdá há apenas quatro dias. Incapazes de assistir à televisão devido à falta de energia e sem jornais locais há uma semana, os moradores de Bagdá estão famintos por informações sobre o destino do homem que os governou nos últimos 24 anos. "Nós precisamos saber qual foi seu destino. Ele é procurado vivo ou morto", disse Ibtissam Ali, 45, enquanto olhava para uma cratera de 15 metros de diâmetro. A cratera é tudo o que restou da casa em Mansur que foi bombardeada em 7 de abril, depois que o exército americano recebeu pistas de que Saddam e seus dois filhos, Qusai e Udai, estariam reunidos ali. Oficiais norte-americanos e britânicos suspeitam que Saddam tenha escapado do ataque. Vizinhos disseram ter visto o filho mais moço e herdeiro de Saddam, Qusay, vivo logo depois do ataque. Um homem, que se identificou apenas como Ali, disse ter visto Saddam em Mansur três dias antes do ataque. Ele disse que muitos iraquianos querem ter a certeza de que a época de Saddam acabou. "Eles não estão com medo", ele disse. "É como um filme. Eles querem saber o fim". Mohanned al-Ajil, que diz ser um ex-oficial iraquiano, disse ter visto Saddam e seus filhos há quatro dias do lado de fora de uma mesquita no bairro de Aadhamiya, no norte de Bagdá. "Ele estava conversando com as pessoas. As pessoas perguntavam a ele como os norte-americanos foram capazes de entrar em Bagdá. Ele disse: 'As pessoas próximas a mim me traíram", disse Ajil. Um boato que correu Bagdá na segunda-feira sugeria que o corpo de Qusai estava em um hospital na cidade. Um médico desmentiu a notícia. Washington, que não foi capaz de pegar o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, depois da guerra que derrubou o regime do Talibã no Afeganistão, está determinado a não deixar escapar Saddam. O general Tommy Franks, comandante da guerra no Iraque, disse no domingo que as forças lideradas pelos EUA tinham o DNA de Saddam e o usariam para checar se as tentativas de matá-lo foram bem-sucedidas.
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