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As tropas americanas chegaram hoje quase às portas de Bagdá, depois de dizimar as divisões da guarda republicana no sul da capital, informou no Pentágono o general Stanley McChrystal, vice-diretor do estado-maior conjunto. Segundo ele, as forças americanas estão a 50 quilômetros da cidade, mas informações locais das tropas afirmam que estão a apenas 30 quilômetros.
McChrystal afirmou que as tropas americanas se preparam para a batalha mais dura e que não esperam tomar Bagdá "com apenas um golpe". Mas, acrescentou, os combates "estão claramente ameaçando Bagdá e o coração do regime".
A 3ª divisão de infantaria americana ocupou uma ponte sobre o rio Eufrates, 30 quilômetros ao sul de Bagdá, segundo fontes militares locais. As divisões Bagdá e Medina da guarda republicana, que defendiam os arredores de Bagdá, Karbala e Al Kut foram destruídas no combate, disse McChrystal.
Já não "podem manobrar como uma divisão, não podem defender eficazmente, não são capazes de contra-atacar com eficiência", comentou. "Estamos vendo algumas rendições, mas não em grande número. Ainda sabemos muito bem o que está acontecendo com grande parte deles", disse.
O general também descartou a possibilidade de algumas formações da guarda republicana terem recuado para a capital. "À medida que os combatemos, é muito difícil deter pequenos grupos, mas é muito difícil também que formações organizadas recuem", disse.
Alguns remanescentes dessas tropas, porém, ainda ofereciam resistência esporádica, e outras unidades da guarda republicana e algumas tropas regulares do exército chegaram para reforçar a defesa de certos setores, disse. McChrystal afirmou que as Forças Armadas iraquianas ainda controlavam seus homens, pois estão se defendendo. "Há comando e controle. Mas comando e controle eficientes e manobras eficientes não estão tão claros", frisou.
A porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke, que desde o começo da guerra tem tentado controlar as expectativas afirmou: "queremos destacar novamente que os combates mais duros ainda estão por vir. Estão combatendo, mas temos forças e capacidade superiores. O fim é inevitável. Sabemos como vai terminar. Mas estão lutando. Não estão sentados e esperando", disse.
McChrystal concordou e reiterou: "não esperamos chegar a Bagdá de repente e tomá-la com apenas um golpe". A porta-voz acrescentou que o possível uso de armas químicas ou biológicas continuava sendo uma preocupação, mas em 13 dias de conflito isso não aconteceu.
"Claramente, a medida que ameaçamos o coração do regime que Bagdá e Tikrit, achamos que a possibilidade de uso dessas armas aumenta. De qualquer modo, nossa força está preparada para isso", adiantou. Advertiu ainda que "seria um grave erro o uso de armas químicas ou biológicas, mas que isso não vai mudar o resultado no front. Temos capacidade de manobrar e executar as operações planejadas".
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