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O sistema antimíssiles Patriot foi utilizado com êxito relativo na guerra
do Golfo, há 12 anos, mas agora os militares depositam grandes expectativas
na nova versão. Concebido para interceptar mísseis inimigos, o sistema
mostrou suas limitações durante os ataques dos Scud (mísseis terra-terra)
lançados pelo Iraque contra Israel e Arábia Saudita no começo de 1991.
No conflito do Golfo, Israel foi atacado com 39 Scud iraquianos. Apesar de
o país ter instalado uma rede de rampas Patriot, registrou dois mortos e
centenas de feridos. Outras 28 pessoas morreram quando um Scud caiu sobre
um prédio que abrigava tropas americanas em Daharan, Arábia Saudita.
O Pentágono admitiu anos mais tarde que o percentual de êxito das
interceptações tinha sido de 70% na Arábia Saudita e de apenas 40% em
Israel. Os mísseis Patriot de primeira geração utilizados durante o
conflito do Golfo foram substituídos depois pelos Patriot PAC-2, mais
eficientes que seus predecessores.
Uma bateria do PAC-2 é composta de oito lança-mísseis montados sobre
caminhões-reboque com quatro rampas cada um, um radar também móvel e uma
estação de controle instalada a bordo de um caminhão.
Alertado por satélite no momento em que é lançado um míssil inimigo, o
radar da bateria detecta e identifica instantaneamente o alvo e transmite
suas coordenadas telemétricas à estação de controle, onde é calculado em
computador o ponto de impacto e o momento preciso em que deve ser disparado
o míssil Patriot. Com uma carga explosiva de 90 kg, o PAC-2 tem um alcance
que varia entre 70 e 150 km.
O Patriot PAC-3, em desenvolvimento desde os anos 90, provavelmente
substituirá o PAC-2 nos próximos anos. Mais fino de diâmetro (25 cm contra
40 cm do anterior) e mais leve (312 kg contra 900), o novo modelo se baseia
na tecnologia "hit to Kill" (destruição por impacto direto). O choque
contra o alvo inimigo provoca a destruição total do projétil. As baterias
de lança-mísseis PAC-3 possuem de oito a 16 mísseis contra os quatro dos
atuais PAC-2.
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