| Reuters |
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| Tanque M1 atira em movimento e chega a 68 km/h |
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O tanque M1 Abrams, herói desconhecido da guerra do Golfo Pérsico de 1991,
foi concebido para ataques blindados em terrenos planos. Pode abrir fogo em
plena marcha, combater durante o dia ou a noite, sob qualquer clima, e
alcançar uma velocidade de 68 quilômetros por hora apesar de suas 68
toneladas.
O tanque mais sofisticado dos iraquianos, o T-72 de fabricação russa, é
incapaz de competir com o Abrams, considerado pelos analistas como o avanço
mais significativo de seu gênero alcançado durante a Guerra do Golfo.
"Naquele conflito os tanques de guerra se moviam em formações de 65
quilômetros por hora, começavam a atacar os tanques inimigos a 4 mil metros
de distância, os destruíam 3.,7 mil e os faziam desaparecer a 2,5 mil
metros", explicou o tenente-general aposentado do exército William Odom.
Segundo Odom, se trata de "uma lição bastante clara", pois com uma
quantidade suficiente de tanques M-1 é possível varrer as forças iraquianas
de forma bastante satisfatória". O tanque Abrams tem um canhão principal de
120 mm, uma turbina com potência de 1,5 mil cavalos e uma blindagem
especial de cerâmica, que oferece maior proteção sem aumentar o peso do
veículo.
Um sofisticado sistema de controle permite a esse tanque disparar em
movimento, o que representa um avanço revolucionário em comparação aos
tanques M60, que tinham que interromper sua marcha para abrir fogo. Graças
a um moderno equipamento de visão térmica, os artilheiros podem enxergar de
noite, através da poeira ou da fumaça.
O modelo mais moderno (M1A2) possui conexões digitais e de rádio com outros
tanques Abrams, o que lhes proporciona uma imagem completa do campo de
batalha. Em contraste com as vantagens que possui para o combate, seu
tamanho e seu peso constituem sua principal desvantagem. O avião americano
de maior envergadura, o C-5, só pode transportar um tanque Abrams de cada
vez.
Além disso, o transporte marítimo representa um deslocamento muito lento
para estes equipamentos quando eles precisam ser usados em situações de
emergência. Nos Balcãs, os Abrams eram muito grandes para transitar nas
estradas e pontes da região.
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