|
Apesar do fracasso na localização do terrorista Osama Bin Laden nas
montanhas do Afeganistão, os aviões sem piloto, conhecidos por "drones",
têm uma participação fundamental nas missões de reconhecimento e ataque
no Iraque. Com a denominação técnica de UAV (Unmanned Aerial Vehicles), os
"drones" têm como principal função o reconhecimento, sendo uma preciosa
alternativa às missões de patrulha no território inimigo, mas também podem
atuar como arma de ataque, disparando mísseis.
Dotados de câmeras, os "drones" transmitem imagens de alvos potenciais aos
centros de comando, permitindo ações quase imediatas sobre os inimigos. O
modelo Predator RQ-1 desempenhou um papel importante nos Bálcãs, Iraque e
Afeganistão. Um novo modelo, conhecido por Global Hawk, entrou em operação
em 2001, com resultados satisfatórios.
Os "drones" não são aparelhos infalíveis. Os Estados Unidos já perderam
vários exemplares em Kosovo e Afeganistão, devido a problemas técnicos e à
ação da artilharia antiaérea inimiga. No Afeganistão, os "drones" foram
amplamente utilizados para tentar localizar Bin Laden e outros membros da
rede terrorista Al-Qaeda, mas a Agência Central de Inteligência (CIA)
também empregou tais aparelhos (Predator) para atacar posições em terra com
mísseis Hellfire.
No Iêmen, um "drone" foi utilizado para matar Mohammed Atef, um dos
principais homens do líder talibã Mohammad Omar, atingido por um míssil
quando seguia de carro por uma estrada do interior do país. Em serviço
desde junho de 1994, o Predator tem autonomia de vôo de 700 quilômetros,
pesa 1,02 tonelada e mede 8,22 metros, com envergadura de 14,8 metros.
O Global Hawk RQ-4A, operacional desde fevereiro de 1998, pode transmitir
imagens precisas quase em tempo real. O modelo pesa 11,6 toneladas, mede
13,4 metros e tem 35 metros de envergadura. Os Estados Unidos têm ainda
"drones" em miniatura, como o Dragon Eye, dos Fuzileiros, especializado em
monitorar espaços menores, como as ruas de uma cidade.
|