| Reuters |
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| B2, uma máquina cara, porém de papel vital na guerra |
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O avião invisível B-2 é o aparelho militar mais caro do mundo e raramente
abandona seu hangar climatizado mas, quando voa em missão de ataque, é
espetacularmente efetivo para iniciar uma guerra. Seu objetivo é penetrar
em território inimigo e "derrubar a porta" na primeira noite de um
conflito.
O B-2 executou essa missão em Kosovo e no Afeganistão. Sua utilização foi
criticada por especialistas que acreditam que se trata de um "rei do
hangar", muito caro para se arriscar em apenas uma batalha. Com um custo de
US$ 2,1 bilhões por exemplar, o B-2 tem design e pintura especiais, que
absorvem as ondas de radar e o tornam quase impossível de ser detectado.
O coronel Doug Raaberg, comandante dos B-2 da Força Aérea dos Estados
Unidos, admitiu que o aparelho não é absolutamente invisível, mas
esclareceu: "Quando nos encontram, já fomos". Isso transforma o avião numa
arma poderosa para atacar alvos bem protegidos, como bunkers de
líderes, centros de comando, aeroportos, centros de defesa área ou radares.
Os Estados Unidos possuem 21 aviões do tipo B-2, construídos pela empresa
Northrop Grumman, que entraram em serviço em 1989.
O avião pode transportar bombas de 900 quilos guiadas por satélites, entre
elas as perfuradoras de bunkers. O B-2 também é o único avião militar
americano capaz de lançar bombas GBU-37 de 2.250 quilos, que têm poder
suficiente para perfurar rochas e concreto antes de explodir. Cada aparelho
pode transportar oito dessas bombas.
Também pode transportar 16 mísseis ar-terra JASSM, de 290 quilômetros de
alcance, e bombas JSOW, que disseminam bombas de fragmentação. O problema
desses aviões é sua delicada manutenção e conservação. Sua pintura de
cobertura é muito sensível ao calor e à umidade, e requer uma atenção
extrema depois de cada missão.
Nos conflitos anteriores, o manual de manutenção obrigava seu retorno à
base aérea de Whiteman (Missouri) depois de cada incursão. Durante a guerra
no Afeganistão, os dois homens de sua tripulação tinham que voar 44 horas
entre ida e volta ao objetivo, o que obrigava vários reabastecimentos
durante cada missão.
Para evitar esses inconvenientes, a Força Aérea possui agora hangares
especialmente climatizados na ilha Diego García, no Oceano Índico, e em
Faiford (Inglaterra). Estacionados mais próximos do Golfo Pérsico, podem
realizar um número maior de missões.
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