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| Saddam e o Iraque |
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A guerra Irã-Iraque |
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| Reuters |
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| Aniversário de 14 anos do fim da guerra Irã-Iraque |
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Apesar das acusações de desrespeito aos direitos humanos e à democracia, Saddam Hussein foi, entre o final dos anos 70 e a década de 80, escolhido como um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Sua posição militarista e relativamente afastada do fanatismo islâmico fez com que os norte-americanos acreditassem ter achado um depositário fiel de seus planos para a região.
Depois da chegada do Aiatolá Khomeini ao poder no Irã, a relação dos Estados Unidos com os iraquianos se estreitou ainda mais. Saddam era visto como o homem que poderia conter a Revolução Xiita, iniciada pelos iranianos, e que ameaçava espalhar-se pelo Oriente Médio.
Saddam recebeu toneladas de armamentos e foi incentivado a atacar o país vizinho. Foi o que fez: em setembro de 1980, o exército iraquiano invadiu o Irã sob o pretexto de resolver um antigo problema de fronteira em torno do canal de Chat Al-Arab. O conflito, que terminou em 1988, deixou um milhão de mortos, quase dois milhões de feridos e US$ 400 bilhões em prejuízos. A guerra foi vencida pelo Iraque, que ganhou o status de país mais poderoso do Golfo Pérsico.
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Redação Terra
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