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| Tarek Aziz é considerado o porta-voz do Iraque para o mundo |
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O presidente iraquiano, Saddam Hussein, governa o Iraque com mãos de ferro, apoiando-se em seus dois filhos e em um pequeno grupo de homens de confiança que se dedicam totalmente a ele. Abaixo confira uma pequena biografia de cada um dos "homens do ditador".
Qusai Saddam Hussein: filho mais novo do presidente, nascido em 1966. Depois de sua designação, em maio de 2001, para comandar o Partido Baath, o caçula é considerado como provável sucessor do pai. Discreto e raramente visto em público, Qusai dirige as unidades de elite da Guarda Republicana e participa de todas as reuniões militares presididas por seu pai para preparar o país e as forças armadas para a guerra.
Udai Saddam Hussein: filho mais velho do presidente, nascido em 1964. Considerado sádico e cruel, é acusado de matar desafetos com requintes de crueldade. Ao contrário do irmão, freqüenta lugares badalados em Bagdá. Em 1996, um atentado dentro de uma boate o deixou paraplégico e, desde então, foi substituído por Qusai na preferência pela sucessão do pai. Udai dirige o corpo militar dos Fedayin e vários meios de comunicação audiovisuais e escritos, entre eles a televisão da juventude e o jornal Babel. Deputado no parlamento desde 1999, preside ainda o Comitê Olímpico e a União dos Jornalistas.
Ezzat Ibrahim: é o número dois do regime por sua função de vice-presidente do Conselho da Revolução (CCR, a instância mais alta do país). Ibrahim, 61 anos, escapou de forma miraculosa em 1998 de um atentado com granada na cidade de maioria xiita de Kerbala, no sul do Iraque. Em 1999, período em que recebia tratamento médico em Viena, um pedido de prisão por crimes de guerra chegou a ser feito contra ele, mas conseguiu escapar por pouco do cárcere. Como Saddam Hussein não deixou mais o Iraque desde a Guerra do Golfo, Ezzat Ibrahim representa regularmente seu país nas cúpulas árabes e islâmicas. Durante uma cúpula islâmica extraordinária dedicada ao Iraque, no início de 2003, em Doha, Ibrahim chamou o ministro das Relações Exteriores do Kuwait, Mohammed Sabá Al-Sabá, de "macaco" e "serviçal". A reação foi uma resposta à convocação do Kuwait para que Saddam abandonasse o poder.
Taha Yassin Ramadan: vice-presidente desde 1991. Está envolvido na tomada das decisões mais importantes do regime. Conhecido por sua maneira sincera de falar, foi um dos mais duros críticos dos inspetores de armas da ONU. Nos últimos anos, ficou encarregado de várias questões econômicas e da política interna.
Ali Hassan Al-Majid: primo do presidente, também veio de Takrit, ao norte de Bagdá. Os curdos o apelidaram de "Ali, o químico" por ter liderado as forças iraquianas que usaram gás químico contra a cidade curda de Halabja, em 1988. Foi nomeado "governador" do Kuwait em 1990, depois de sua participação na ocupação. Al-Majid também teria feito parte da violenta repressão à revolta que surgiu no sul do Iraque depois da derrota na Guerra do Golfo. Está entre os membros mais influentes do CCR.
Tarek Aziz: é o vice-primeiro-ministro desde 1991, depois de ter dirigido a diplomacia iraquiana durante vários anos. Fiel mensageiro de Saddam Hussein, este cristão de 67 anos é sem dúvida a autoridade iraquiana mais conhecida no exterior. Fala um inglês perfeito e aos poucos foi encarregado de expor as posições do Iraque para a imprensa internacional. No dia 14 de fevereiro de 2003, Aziz foi recebido pelo papa João Paulo II no Vaticano.
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