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O ex-chefe do Estado-Maior da Guarda Republicana de Saddam Hussein, 12º na lista dos 55 iraquianos mais procurados pelos americanos, estaria escondido em uma pequena localidade no meio do deserto do Iraque, após simular sua morte e organizar seu enterro, afirma a publicação britânico The Sunday Times.
Segundo o semanário, Sayf Al Din Fulayyih, Hassan Taha Al Rawi se enconde a algumas centenas de quilômetros de Bagdá.
Ao fim da guerra, Hassan conseguiu espalhar que havia morrido em um ataque contra o aeroporto de Bagdá, segundo o Sunday Times, que acrescenta que obteve a informação de pessoas "dignas de confiança".
A publicação revela que Hassan descreveu a esses intermediários momentos dramáticos quando o presidente Saddam Hussein, recém destituído, avisou a seus filhos que deveriam aceitar a derrota e se separar.
"Acabou, acabou", disse Saddam Hussein a seus filhos Udai e Qusai circulando pelas ruas da capital no dia 11 de abril, dois dias depois da invasão da cidade pelas forças americanas.
O Sunday Times informa que, segundo Hassan, o filho mais novo de Saddam, Qusai, chorou e pediu permissão para a acompanhar seu pai, mas Saddam lhe respondeu: "Se nos separarmos teremos maiores possibilidades de sobreviver".
Hassan afirmou que em seguida não voltou a saber dos três homens, mas crê que Saddam ainda está no Iraque.
De acordo com a publicação dominical, Hassan revelou também que Saddam Hussein e seus dois filhos escaparam por pouco da morte quando fizeram uma reunião secreta no dia 7 de abril na casa de Hassan, em Mansur, um bairro residencial de Bagdá, em plena guerra.
Dez minutos depois da reunião e da fuga de Saddam Hussein, as forças americanas lançaran quatro potentes bombas que atingiram as casas vizinhas na tentativa de matar o presidente iraquiano, mas a cas de Hassan não foi destruída.
Segundo o Sunday Times, o coronel americano Tim Madere, responsável pela inspeção de pontos chaves de Bagdá, confirmou que não foram encontrados restos mortais ou um bunker.
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