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O xeque Khaled Mohamed al Qasemi, até dois dias atrás príncipe herdeiro de Ras al Jaima, um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos (EAU), foi destituído por se expressar contra a guerra no Iraque, segundo noticia hoje o jornal árabe internacional Al Hayat.
O jornal, que cita fontes diplomáticas que não identifica, diz que o xeque Khaled foi afastado do cargo devido a suas ações políticas contrárias às seguidas pelo emirado, e que culminaram em uma manifestação na qual ele, junto com sua esposa, Fawayi, liderou contra a guerra no Iraque.
A maioria dos participantes da manifestação eram membros de uma sociedade juvenil feminina, encabeçada por Fawayi, explica o jornal, que acrescenta que a organização foi dissolvida pelas autoridades do emirado.
O xeque Khaled, por sua vez, disse ontem que ainda era o "primeiro da linha de sucessão" do emirado.
"Eu não renunciei a meu direito. Não abandonarei meu lar sob nenhuma circunstância, já que esta decisão (de ser substituído), é errada, disse o xeque em uma entrevista coletiva ontem à noite em seu palácio.
O xeque Khaled, que de fato governava o emirado há quatro anos, devido ao precário estado de saúde de seu pai, pediu a mediação dos governantes dos EAU e de outros países vizinhos do Golfo Pérsico.
A repentina mudança na sucessão deflagoru violentas manifestações no pequeno emirado, o que levou o Governo dos EAU a enviar ontem homens do Exército a Ras al Jaima para manter a ordem.
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