|
O bombardeio americano a um hotel em Bagdá, que deixou dois jornalistas mortos, poderia ter sido evitado. A conclusão é do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), que pediu uma investigação oficial e pública.
O CPJ pediu ao Pentágono para realizar uma "investigação pública e completa" sobre o bombardeio ocorrido no dia 8 de abril durante a guerra no Iraque, baseado num informe especial com entrevistas com dezenas de jornalistas que estavam no lugar. "Um informe público desse tipo é necessário, não só para determinar as causas do fato, mas também para assegurar que não haverá episódios similares no futuro", afirmou o comitê.
O ucraniano Taras Protsyuk (cinegrafista da Reuters), e o espanhol José Couso (cinegrafista da Telecino) morreram quando os tanques americanos Abrams atacaram o Hotel Palestina, durante combates em Bagdá. Outros três jornalistas ficaram feridos no ataque ao hotel, onde se hospedavam cerca de 100 jornalistas internacionais.
Tanto oficiais do Pentágono como comandantes de campo em Bagdá sabiam que o hotel estava cheio de jornalistas, afirmou o comitê. "No entanto, estes oficiais aparentemente falharam ao transmitir sua preocupação ao comandante do tanque, que disparou contra o hotel", afirma o informe.
Oficiais americanos deram uma série de explicações depois do ataque, em particular afirmando que o exército estava sob fogo inimigo que vinha do hotel. Esta versão foi refutada pelo CPJ. "Não há evidência que sustente que as forças americanas revidaram ataques vindos da direção do Hotel Palestina", afirmou. "A versão contrasta com o relato de vários jornalistas que estavam no hotel e presenciaram a cena", acrescentou.
|