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A família do cinegrafista espanhol José Couso, morto por um tiro de canhão norte-americano em Bagdá, apresentou hoje perante a justiça espanhola uma ação por crime de guerra e assassinato contra três militares dos EUA. A ação é dirigida contra o sargento Gibson - que supostamente disparou contra o hotel Palestina, onde se encontrava Couso-, contra o capitão Philip Wolford - responsável pela unidade de blindados à qual pertencia Gibson - e contra o tenente coronel Phillip de Camp - comandante do regimento 64 de blindados da Terceira Divisão de Infantaria, à qual pertencia o tanque.
O advogado da família, Pilar Hermoso, afirmou que "todo mundo sabe que eles foram os responsáveis" pelo ataque do dia 8 de abril, no qual morreu um cinegrafista ucraniano da agência Reuters. Hermoso apresentou a ação hoje perante a Audiência Nacional (principal instância penal espanhola) e destacou que o processo poderia ser estendido a outras pessoas independentemente de sua "patente, riqueza ou nacionalidade" se a instrução do caso determinar que há mais pessoas envolvidas na morte do cinegrafista da televisão privada espanhola Telecinco.
"Os Estados Unidos não facilitarão a extradição de seus soldados para a Espanha, mas mesmo assim não vamos deixar de fazer o que devemos", concluiu a advogada da família Couso.
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