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As autoridades sanitárias e militares dos Estados Unidos encontraram vestígios de armas biológicas, incluindo bactérias de antraz, numa base do Exército perto de Washington, informou hoje o jornal The Washington Post.
"Enquanto o Exército continua procurando provas de armamento biológico e químico no Iraque, a limpeza de Fort Detrick mostra que, quase 40 anos depois de os EUA encerrarem tais programas, continuam lutando contra os perigos", declarou o jornal.
Em abril de 2001, o Exército e as autoridades sanitárias e ambientais do Estado de Maryland iniciaram a inspeção, escavação e limpeza dos depósitos de resíduos químicos e industriais no local.
Fort Detrick, localizado 40 quilômetros ao norte de Washington, funcionou entre 1955 e 1969 como depósito de resíduos dos laboratórios onde os EUA desenvolveram seu armamento biológico e químico.
Os Estados Unidos, que obrigaram o Iraque a prestar contas detalhadas sobre seu estoque de componentes para uso em armamentos químicos e biológicos, descobrem agora que "a documentação falha, o passar do tempo e o segredo que rodeou seus programas, tornam mais lenta" a inspeção e limpeza de Fort Detrick.
"Até o momento, as equipes de inspeção encontraram mais de 100 tubos de ensaio, muitos deles com bactérias vivas, e em alguns uma cepa não virulenta de antraz, bactéria que causa o carbúnculo", acrescentou o jornal.
Dois anos depois de iniciados os trabalhos, "o Exército desenterrou mais de 2 mil toneladas de resíduos tóxicos que os militares desconheciam estar no local", afirmou o jornal.
Os inspetores extraíram do solo tanques de herbicida oxidados, compostos químicos não identificados, seringas, instrumentos cirúrgicos e "substâncias estranhas misturadas com a terra".
Além disso, desenterraram 50 cilindros de gás pressurizado e líquidos que ainda serão analisados, além de encontrar, flutuando em frascos de formaldeído, quatro ratos de laboratório, que datam de mais de 30 anos.
"Mas o que o Exército menos esperava encontrar foram pequenos tubos contendo bactérias vivas, como Brucella melitensis, Lebsiella pneumoniae e Bacillus anthracis", acrescentou o diário.
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