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O ministro delegado do Comércio Exterior da França, François Loos, destacou numa entrevista publicada hoje pelo jornal Le Monde, que algumas empresas francesas já assinaram contratos para a reconstrução do Iraque mediante suas filiais nos Estados Unidos.
Ao ser questionado sobre o medo existente na França quanto à hegemonia americana no Iraque, Loos ressaltou que "as coisas irão se normalizar" e que, "de qualquer maneira, segundo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), licitações internacionais terão que ser lançadas".
O ministro afirmou que "objetivamente" não teme sanções americanas devido à postura da França contra a guerra no Iraque.
"Sei que algumas empresas (francesas) de luxo atrasaram sua campanha de comunicação nos Estados Unidos. Mas a Airbus conseguiu vender 65 aparelhos em abril", comentou.
Loos lembrou que as companhias francesas não só exportam para os Estados Unidos o equivalente a 26 bilhões de euros (30,680 bilhões de dólares), como empregam nesse país 900.000 pessoas e faturam 127 bilhões de euros (150 bilhões de dólares).
O ministro delegado disse achar que a cotação atual do euro é problemática para cerca de 10 por cento das empresas exportadoras francesas, porcentagem que aumentará quanto mais a moeda única se valorizar.
"No entanto, não se pode esquecer que a fragilidade do dólar tem um efeito positivo sobre o custo de certas matérias-primas e que 62 por cento de nossas exportações estão destinadas à União Européia (UE).
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