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O Governo francês teria fornecido, em segredo, passaportes a destacados funcionários iraquianos que tinham fugido para a Síria, permitindo que entrassem na Europa, publica hoje o jornal conservador The Washington Times. Em um artigo de primeira página, o diário, que atribuiu sua informação a funcionários dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, sem identificá-los, informa que um número não determinado de iraquianos, que trabalhavam para o governo de Saddam Hussein, recebeu passaportes franceses na Síria.
O jornal acrescenta que os passaportes são considerados documentos da União Européia, porque a França é membro da União, e ajudaram os iraquianos a escapar. "O apoio francês enfureceu os funcionários do Pentágono, do Departamento de Estado e dos serviços de inteligência em Washington, porque minou a busca pelos assessores de Saddam que fugiram do Iraque em grande número depois da queda de Bagdá em 9 de abril", diz a reportagem.
A porta-voz da embaixada da França em Washington, Nathalie Loiseau, disse ao diário que as autoridades francesas não emitiram visto algum a funcionários do regime iraquiano, na Síria ou em qualquer outra parte, desde o início da invasão anglo-americana. O Washington Times afirma ainda que "a dúvida dos serviços de inteligência sobre os passaportes franceses surgiu após relatórios que indicaram que uma companhia da França teria vendido, em segredo, aparatos militares ao Iraque nas semanas anteriores à guerra".
O Pentágono, segundo o jornal americano, está frustrado porque poucos dos ex-hierarcas iraquianos, incluídos numa lista de 55 pessoas mais procuradas, foram capturados.
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