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Os Estados Unidos anunciaram a virtual retirada de todo o seu efetivo militar da Arábia Saudita, em uma medida descrita pelas autoridades americanas como um "acordo mútuo" com o governo saudita. A decisão deve encerrar uma presença militar que teve início com a Guerra do Golfo, em 1991. Ao final do conflito, os Estados Unidos mantiveram cerca de 5 mil soldados na Arábia Saudita para monitorar uma zona de exclusão aérea no sul do Iraque.
Durante a recente guerra no Iraque, o número de militares americanos na região dobrou para 10 mil. As autoridades dos Estados Unidos e da Arábia Saudita decidiram agora que os custos políticos da presença americana pesam mais do que a sua utilidade militar.
Subserviência
Não são apenas os radicais islâmicos como Osama Bin Laden que condenam a presença militar americana em solo saudita. Uma boa parte da população local considera o apoio logístico aos Estados Unidos uma prova da "subserviência" da Arábia Saudita ao governo americano e, portanto, uma afronta ao orgulho nacional.
A retirada das tropas americanas vai aumentar a popularidade do líder de fato da Arábia Saudita: o príncipe Abdullah. O herdeiro do trono saudita defendia a retirada há muito tempo, apesar dos temores de algumas das autoridades do país mais próximas ao governo americano.
Os defensores da presença americana na região temem que o fim da cooperação militar abale as relações entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita.
Israel
O apoio americano ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e a suposta ajuda saudita ao extremismo islâmico certamente provocaram sérias tensões entre as autoridades americanas e sauditas. No entanto, todos os sinais são de que a intenção do príncipe Abdullah é mudar a relação saudita com o governo americano, e não encerrá-la.
Apesar dos recentes problemas, os Estados Unidos ainda precisam do petróleo saudita e ainda querem que o governo do país cumpra um papel de moderador no Oriente Médio e no mundo muçulmano. Os sauditas, por sua vez, ainda querem ter os Estados Unidos como um protetor e um parceiro econômico. Os dois países vão permanecer como aliados, mas a relação entre eles não será a mesma do passado.
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