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Pelo menos 15 civis iraquianos morreram e cinqüenta ficaram feridos quando soldados norte-americanos abriram fogo na noite de ontem contra um grupo de manifestantes na cidade de Falouga, ao noroeste de Bagdá. De acordo com o correspondente da Al-Jazira em Bagdá, o massacre aconteceu quando mais ou menos 200 iraquianos faziam uma manifestação para pedir a retirada do Exército norte-americano do Iraque.
A multidão passava em frente ao colégio onde estão as tropas norte-americanas e alguns deles jogaram pedras nos soldados, que abriram fogo contra os manifestantes. Os feridos foram levados aos três hospitais da cidade de Falouga, a 50 quilômetros de Bagdá.
Nem o Comando Central Norte-americano no Qatar nem os comandantes militares norte-americanos em Bagdá deram detalhes sobre o incidente, o mais sério desde que os EUA assumiram o controle da capital iraquiana há 20 dias.
Reforços
Os Estados Unidos anunciaram hoje o envio de mais tropas para melhorar a situação de segurança em Bagdá. "Nas próximas duas semanas, mais três ou quatro mil soldados serão enviados para proteger a cidade", declarou à imprensa o general Glenn Webster, em companhia do administrador civil norte-americano no Iraque, o general da reserva Jay Garner.
Webster precisou que as tropas norte-americanas farão patrulhamento na capital, onde ainda são escutados com freqüência disparos e onde continuam os saques, três semanas depois da queda de Saddam Hussein. O general norte-americano repetiu que a coalizão é atualmente a única autoridade no Iraque. "É necessário que todos os serviços públicos voltem ao normal. Que a eletricidade e a água voltem e que as crianças retornem às escolas", destacou.
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