|
O Pentágono considerou hoje "um incidente" a morte nos últimos dois dias de pelo menos 16 civis na cidade iraquiana de Mosul por disparos de soldados norte-americanos. A porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke, chegou a acusar a imprensa de enfocar novamente um "incidente" específico.
O subdiretor de operações do Estado Maior Conjunto, general Stanley McChrystal, também falou à imprensa de "incidentes" e disse que é cedo para julgar se houve falta de controle ou de disciplina na atuação das forças americanas em Mosul. "Direi que isto põe em cena a complexidade de uma situação na qual temos homens armados tentando de levar estabilidade a uma área e que se encontram com elementos de qualquer grupo ou partido que tentam se opor", afirmou o general.
McChrystal disse não ter informação sobre o que aconteceu hoje, quando dez polícias iraquianos uniformizados que patrulhavam a cidade chegaram até um banco comercial e dispararam para o ar para afugentar um grupo de supostos ladrões. Após os disparos efetuados pelos policiais em pleno centro comercial seguiram os dos soldados dos Estados Unidos que estavam posicionados no Palácio do Governo, onde instalaram seu quartel-general, matando assim quatro pessoas.
McChrystal falou do tiroteio da terça-feira, no qual 12 pessoas morreram e outra centena ficaram feridas pelos disparos das forças dos Estados Unidos para dissolver cerca de dois mil manifestantes concentrados frente ao Palácio do Governo e responder aos disparos de indivíduos camuflados entre a multidão.
"Houve a concentração de uma multidão e em um momento ocorreram os disparos, inicialmente de aviso, e depois disparos letais realizados por ambas partes", limitou-se a explicar o militar.
|