| Alexandre Brum/O Dia |
 Garotinho é internado em hospital mas mantém greve de fome |
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Por determinação do médico Abdu Neme, o ex-governador Anthony Garotinho, em greve de fome há dez dias, foi internado nesta quarta-feira no Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro. Segundo o médico, a greve de fome do ex-governador está encerrada, embora Garotinho queira manter o jejum.
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Garotinho saiu em uma ambulância do Corpo de Bombeiros que ficou estacionada por mais de 15 minutos na sede do PMDB. O comunicado de Neme foi lido e informou que o estado de saúde Garotinho se agravou, gerando necessidade de internação.
O político, que estava ao lado, aceitou a recomendação, mas assegurou que permanecerá em jejum. Garotinho reafirmou ainda que irá à Convenção do PMDB no domingo, em Brasília.
Antes do anúncio, Neme se reuniu com a governadora Rosinha Garotinho para discutir a suspensão da greve de fome. O médico, que cuida do político desde o início do jejum, estava inclinado a interromper o protesto. "Se ele não sair da greve de fome até esta tarde, eu tiro", disse pela manhã.
Garotinho emagreceu 500g nas últimas 24 horas e o seu peso atual é de 83,7 Kg. Ele apresentou sensível melhora nas últimas horas devido à ingestão de 1,5 litro de soro caseiro durante a madrugada.
Embora tenha sido orientado a descansar, ele fez discurso no início da tarde da janela da sede do PMDB. Segundo estimativas da Polícia Militar, acompanharam o discurso cerca de 5 mil manifestantes, a grande maioria vinda do interior do estado em 150 ônibus. O movimento pró-Garotinho reuniu carros de som, trio elétrico e faixas de apoio a ele. Devido a manifestação, diversas ruas do Centro do Rio foram fechadas.
No discurso, Garotinho garantiu que irá à convenção do PMDB e que lutará por sua candidatura. "Estou debilitado fisicamente, mas não espiritualmente. Estou lúcido suficientemente para saber quem são os verdadeiros inimigos do povo e estou disposto a dar a minha vida para derrotá-lo", disse.
Garotinho encerrou citando os verdadeiros inimigos do povo brasileiro, que segundo ele, seriam o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), o deputado Ney Suassuna (PMDB-PB), Jader Barbalho (PMDB-PA), o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente Lula e as Organizações Globo.
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