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Deputados do PMDB pediram nesta quinta-feira ao ex-governador Anthony Garotinho que ele desista da greve de fome, que entrou no quinto dia. Pelo menos 25 deputados da bancada governista estiveram na sede regional do PMDB, na avenida Almirante Barroso, no centro do Rio de Janeiro, para tentar encontrar uma saída para o protesto. Garotinho também recebeu a visita do governador de Sergipe, João Alves Filho (PFL).
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Os parlamentares pediram que Garotinho abandone a greve de fome para lutar pela candidatura próxima na próxima convenção peemedebista, marcada para o dia 13 de maio.
Uma comissão formada pelos deputados federais Leonardo Picciani, Alexandre Santos e Paulo Lima (PMDB), Carlos William (PTC) e Dr. Heleno (PSC) viajou nesta quinta-feira para Washington a fim de ter uma audiência com a comissão política da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Eles querem "explicar pessoalmente" os motivos que levaram Garotinho a pedir um enviado da organização para acompanhar as eleições. A OEA disse que a carta enviada por Garotinho ontem não tinha fundamento que justificasse o envio de observadores internacionais.
De acordo com o boletim divulgado à tarde, o ex-governador do Rio e pré-candidato do PMDB à Presidência perdeu 2,6 kg desde a tarde do último domingo - apenas 300g em um dia - e agora pesa 87,3 kg.
Segundo o boletim, ele apresenta instabilidade no ritmo cardíaco e na pressão arterial, que varia entre 10/6 e 11/8. Já houve sinais de desidratação e tremedeira por causa da perda de potássio e magnésio, mas o quadro ainda é normal diante da situação. Esta manhã, ele precisou tomar um comprimido.
Garotinho fez eletrocardiograma e exames de urina e sangue. Ele passa a maior parte do tempo dormindo, está abatido e só se alimenta com água.
Apoio vindo de longe
A avenida Almirante Barroso passou a receber nesta quinta-feira caravanas de militantes de outros municípios, a maioria vinda de Campos, no Norte Fluminense. Muitos estão acampados no canteiro central da via e em frente à sede do partido em solidariedade a Anthony Garotinho. Pelo menos 40 ônibus estariam vindo de várias cidades do interior do Estado lotados de partidários que apóiam o político.
Garotinho protesta contra o que ele chama de perseguição política e tentativa da mídia de desconstruir sua imagem. Na quarta-feira, Rosinha avisou na reunião da Executiva Nacional do PMDB que a greve de fome de Garotinho será levada até as últimas conseqüências.
Em nota, o ex-governador afirmou que quer manter a sua honra. "Meu sacrifício pessoal é pela minha honra e pelo Brasil, diferentemente daqueles que, tendo roubado o dinheiro público, nos recentes episódios conhecidos, saem rindo e dançando, com cinismo, de sessões do Congresso como se nada estivesse acontecendo.
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